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janeiro
30
Os Rapazes das Calçadas (1981)

RAPAZES

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O cinema brasileiro ainda nos deve bons filmes sobre a homossexualidade masculina. Uma pequena parte dessa lacuna poderia ser preenchida se dois ou três livros sobre o tema fossem bem adaptados. Além do best-seller “O Terceiro Travesseiro” ‭– ‬que já virou peça ‭– ‬obras mais densas como “Cinema Orly”, de Luis Capucho, e “Trem Fantasma”, de Carlos Hee, clamam pela tela grande.

“Cinema Orly” é um relato trabalhoso e problemático para adaptação, mas sua beleza obscura e o talento de Capucho valem a tentativa. Já “Trem Fantasma” oferece maior facilidade, pois documenta de forma rica a cena gay de São Paulo no início dos anos 80, época da propagação da Aids nos grandes centros urbanos.

Quem cresceu no mundo GLBT dos anos 2000, tão diverso e iluminado, pode cair para trás ao conhecer o que foi a realidade oprimida desse universo nos anos 80 e princípio dos 90. O tesouro de ambos os livros ‭– ‬e possíveis filmes ‭– ‬está principalmente na capacidade única e concisa de recriá-lo. Hee, de forma mais direta, com personagens e histórias inesquecíveis; Luis Capucho, com verve literária poderosa, que nos faz sentir o ar pesado do local que obsessivamente frequentava ‭– ‬Orly, uma sala decadente de pornôs, atrás da Cinelândia, no Rio.

Naquele mesmo emaranhado onde se perde o narrador de “Cinema Orly” ‭– ‬ ruas Álvaro Alvim e adjacentes ‭– ‬articulou-se, poucos anos antes, o Beco da Fome, ponto de encontro dos cineastas e técnicos cariocas. E um típico produto gerado com mão-de-obra do Beco foi “Rapazes das Calçadas” (1981), tentativa corajosa, porém primária, de se fazer um longa-metragem sobre a vida clandestina dos homossexuais brasileiros na virada da década de 70 para 80.

O desastre começa pelo personagem principal, Luís, flâneur do bas-fond, criatura recatada e atormentada, que é na verdade a atriz Lady Francisco em travesti masculino. Efeito devastador, La Francisco de homem virou um clone de Cauby Peixoto. Fuma cachimbo ‭–‬ aparecer em público de cachimbo, no final dos anos 70, muito antes do infantil neo-conservadorismo de hoje, era cool. Lembrem-se das capas dos lps de Roberto Carlos no período.

Não bastasse isso, os diretores Levi Salgado e a própria Francisco também recrutam para o time das monas o eterno Celso Faria, que estrelou quase cinquenta filmes entre 1957 e 1991. A sequência de Celso ‭se ajoelhando humilhado diante de um michê que conhece no banheiro público, em seguida sendo assaltado e recebendo uma horripilante canivetada, entra fácil naquelas antologias reacionárias do tipo “cinema nacional não presta”.

“Rapazes das Calçadas” nada mais é do que uma sucessão desses esquetes, a maioria entre o ridículo, nauseante ou cruel, mostrando que o sexo pago não era batatinha. Algumas cenas de explícito, bem ao gosto da época, foram enxertadas ‭–‬ nenhuma com os atores principais. Talvez para obter variedade de pornografia, agradando também a outros públicos, em certo momento uma garota contrata um michê e é assassinada por ele. Minutos antes, um casal vai aos finalmentes depois da noiva flagrar o amado aos socos e pontapés na travessa das pintosas.

Lady Francisco ‭–‬ desde sempre ícone gay ‭–‬ esforçou-se ao máximo, mas as pernas e o bumbum voluptuoso a deixam parecendo mais uma lésbica caricata ‭–‬ no estilo de Charlize Theron em “Monster” ‭–‬ do que propriamente o homem de meia-idade que pretendia ser. Na cena final se despe da fantasia, revelando o chuchu por trás da maquiagem.

Não quero parecer de novo batalhadora taliban da causa ‭–‬ vide “As Intimidades de Analu e Fernanda” ‭–,‬ mas o desfecho me parece guardar enorme preconceito homofóbico: ao se livrar do personagem, La Francisco, de homem cinza e macambúzio, ressurge como mulher alegre, sensual, que rebola suas delícias em direção ao mar.

É preciso pouco requinte para criarmos a analogia imbecil do homossexual atormentado por não ser aquilo que supostamente deseja ‭–‬ mulher ‭–,‬ em contraponto à mulher realizada em sua condição natural, que descortina-se eufórica na nudez exposta e na dissolução do triste personagem.

Se o leitor preferir sublimar esta afronta, “Rapazes das Calçadas” oferece ao menos uma contextualização das bichas ‭–‬ como se chamavam ‭–‬ perversa e politicamente incorreta, porém não menos sofrida e humanizada. Bichas que nem ousam sonhar com algo parecido a amor, relações estáveis. Somente o desejo ‭–‬ mesquinho, imediatista ‭– ‬é contrapeso na balança do medo e da vergonha.

Creio que a importância de livros honestos como “Cinema Orly” e “Trem Fantasma” serem logo transpostos para o cinema é facilmente compreendida quando assistimos a “Rapazes das Calçadas”. Entre manchetes sensacionalistas e a essência de quem viveu na pele o cotidiano, a história da homossexualidade no Brasil precisa ser documentada. Aos trancos e barrancos, “Rapazes das Calçadas” buscou esse registro, embora pareça mais reportagem de David Nasser e Jean Manzon ‭–‬ em versão hardcore ‭–‬ do que material sério a ser debatido pelas futuras gerações.

por Andrea Ormond

janeiro
29
Priscila Prado em “Cobiça”

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29
Novinha quicando no rolão do negão

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janeiro
29
Revelações de Uma Sexomaníaca (1987)

Revelações de Uma Sexomaníaca (1987)

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A escolha de Bianca Chernier no elenco não poderia ser melhor. Além de ter uma beleza exótica, convence muito como a prostituta histérica bissexual adepta do masoquismo. Além dos tradicionais coitos com Ronaldo Amaral, faz cenas quentes de lesbianismo ao lado da tatuada Ludmila Batalov.

janeiro
28
As Panteras – A Festa Continua 98

As P_A Festa Continua 98

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Prostivagaranhas do Zap Zap

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Indecente 2

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janeiro
27
Gauge em “Abyss”

Abyss

Based on the 19th century Dostoyevsky novel The House of the Dead, Abyss is a movie that proudly carries on the tradition of ultra-hardcore that has made Extreme Associates a world-wide favorite among whack artists.

Abyss is produced, written, and directed by Thomas Zupko, whose Extreme directorial debut In the Days of Whore was named Video of The Year by Adam Film World and also received 11 AVN Award nominations including Best Video Feature and Best Director. Starring Extreme contract girl Kristi Myst and newcummer Stevie, Abyss follows in the format of Zupko’s two previous productions– we’re talking off-the-wall themes, raunchy group sex galore, and a plethora of anal.

“Abyss is probably in some respects better than In the Days of Whore, although completely different. The things here are at a level that have never been done in pornography,” says Zupko. “I’m continually pushing the limit to see what I can get away with, and this [movie] might just be one that gets me in trouble.”

And just what does “pushing the limit” mean to Zupko? Check this out…

Fresh starlet Krista Leigh, with just a few previous adult credits, arrived on Zupko’s set expecting to getting double-penetrated. The scene, though, ended up turning into an anal reaming with five cocks spearing her backdoor. But that’s not the sure-to-be controversial part.

“It was the most intense porn scene I ever shot,” says Zupko. “The face of the owner of the house, an older woman, was just sheer horror. Krista was slapped non-stop in the face, she had her head stepped on, she got spit on…and she enjoyed every bit of it. During the middle of the scene, while she’s getting fisted, fucked in the ass, and slapped, Krista did a disclaimer to the camera stating she’s doing this stuff of her own free will. “

At one point in the middle of this Krista broke down and started crying hysterically….cameras still rolling.

“She was crying out of sheer intensity; it was a form of ecstasy,” adds Zupko. “At the end the scene though she told me it was probably the best sexual experience she’s ever had.” Another highlight from Abyss has Kristi Myst playing the Zupko interpretation of Virgin Mary, appearing after the execution of the prisoners to offer the departed her bodily charms. Also on the Abyss menu is Gage getting double-repeated and puking in rapid fire succession all over the dicks that were just seconds prior crammed in her oral input.

“This is pornography in its purest form, not the watered-down diluted shit that all of these other wanna-be jack-offs make,” Zupko boasts. “It is porn on the cutting edge and porn for the 21st Century. The ‘Oh what a great butt’ and sugar-coated pre-sex sofa interviews are over. This is existential smut for all of us who have been fucked over by society our entire lives and who now say ‘we’ve had all we can fucking take and we’re not going to take it anymore.”

Already dead center in a whirlwind of controversy, Zupko takes all of his naysayers and critics to heart. “Most everybody in adult is a motherfucking coward and as laughable as it may sound there is a code here of ‘political correctness” that is probably more stringent and anal retentive than the one in the mainstream world. Rob Black understood that five years ago when he he said fuck you to the industry and made Miscreants against the greatest odds, fully understanding that what makes anything progress and advance is having the balls to expose shit for what it really is. Like Rob, I try to do give my fans pornography that is dick-provoking and thought-provoking mixed with a lot of rage and angst about this sick game we call life.”

DOWNLOADCENA CENSURADA DA GAUGE

Sim, essa é a versão completa (a primeira edição do DVD tinha duas cenas cortadas). Para os completistas incluímos a cena onde Gauge vomita várias vezes durante o boquete, e no final é morta estrangulada pelos caras.

janeiro
27
Alexsandra, marmitinha do Trio Elétrico

trio

janeiro
27
Anale Samenschüsse (só brasileiras – cenas inéditas!)

Anale Samenschüsse CD1

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