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janeiro
07
Gatinha da escola faz um strip

Gatinha da escola faz um strip


janeiro
06
Bacanal de Colegiais (1983)

Bacanal de Colegiais (1983)

Marcelo é um jovem narcisista e egocêntrico almeja a fama a qualquer preço. Enquanto aguarda sua chance no cinema sério, treina-se fazendo filmes pornográficos. Seu pai (um profissional qualificado) está desempregado e vive sempre irritado provocando discussões e brigas com sua mulher que protege o filho de forma exagerada, transformando-o num perfeito oportunista. Através de um anúncio, Marcelo começa a trabalhar como ‘gueisha boy’, para uma rede de prostituição organizada. Como atividade paralela, caça mulheres ‘balzaquianas’ nas ruas. Conhece Andréa, uma mulher completamente livre e emancipada. Andréa convida Marcelo para uma festa em sua casa, com propósito de usá-lo como objeto de desaforo para seu marido. Marcelo, como todo bom mercenário, pede uma quantia elevada para tal operação. Discutem e rompem. É despedido por ser temperamental e antipático. Sem dinheiro e trabalho, volta para Andréa, dessa vez, obediente e submisso. Andréa apresenta-o a um amigo, um produtor de cinema, que atualmente está rodando uma pornochanchada chamada ‘Bacanal de Colegiais’. Durante as filmagens conhece Silvia, uma moça problemática, neurótica, depressiva, de temperamento ciclotímico. À convite de Marcelo, abandona a pensão miserável e passam a morar juntos, dividindo o apartamento com uma velha solteirona cheia de manias e esquisitices. Ambos são frustrados, esperando a sorte que nunca virá – um grande papel. Os trabalhos medíocres e vulgares (filmes pornôs, shows eróticos, etc.) geram conflitos, tornando o relacionamento cada vez mais insuportável.

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janeiro
05
Mini pacote de amadoras

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janeiro
04
A Quinta Dimensão do Sexo (1983)

5 Dimensao

Auxiliados pela lenta abertura da Censura, os filmes pornôs estrangeiros, produzidos aos montes na Europa e Estados Unidos desde a década de 70, finalmente puderam ser exibidos em nossos cinemas.

5 DimensaoInspirados pelo êxito obtido por essas produções, Raffaele Rossi e Laerte Callichio rodaram Coisas Eróticas em 1981, oficialmente o primeiro filme de sexo explícito nacional. Mesmo sendo uma porcaria, esse primeiro exemplar de sacanagem filmada e falada em português era novidade para o público. Por isso, 4,5 milhões de espectadores lotaram as salas de exibição para ver a fita, fazendo a fortuna dos diretores e colocando o filme entre as 15 maiores bilheterias do cinema brasileiro.

5 DimensaoA partir de então, começava o ciclo de produção em massa de filmes com sexo explícito, marcando o final da chamada Boca do Lixo paulista, que nas décadas de 60 e 70 foi responsável pela realização de dezenas de fitas de todos os gêneros, do faroeste ao horror – e não apenas pornochanchadas – sem o auxílio de leis de incentivo e trazendo excelentes resultados de bilheteria. Animados pelo baixo custo de produção e menor tempo de filmagem, vários diretores e produtores dos chamados filmes sérios aderiram à onda para sobrevivere começaram a rodar fitas pornográficas. Foi o que aconteceu com José Mojica Marins, mais conhecido pelo seu personagem Zé do Caixão.

5 Dimensao

Em 1983, Zé resolveu filmar um roteiro de autoria de Mário Lima, parceiro de longa data, associado a mais quatro pessoas, entre elas dois feirantes. A história era um drama erótico sobre dois estudantes de medicina que transam com várias mulheres, matando acidentalmente duas delas. Já nas cenas iniciais, percebe-se a paixão entre os dois, mostrada de forma velada, semelhante aos atormentados amigos e parceiros de crime em Festim Diabólico (1948), de Alfred Hitchcock.

5 DimensaoA princípio o filme não teria cenas explícitas, mas, por exigência da distribuidora, Mojica resolveu incluir 20 minutos de sexo explícito na montagem final, fazendo de A Quinta Dimensão do Sexo sua primeira incursão no mundo da pornografia, mas com um detalhe curioso: o filme era voltado essencialmente para o público gay. Isso em uma época em que nem se sonhava com a sigla GLS e pouca gente ousaria criar entretenimento para esse segmento. “A fita era uma homenagem a eles. Eu tenho um público gay que gosta dos meus filmes. Também queria homenagear Roque Palácio [apresentador de TV e co-produtor de filmes com Mojica], que era homossexual”, lembra Mojica.

5 DimensaoA trama do longa pornô era curiosa: cansados de serem ridicularizados pelos colegas de faculdade, que achavam que eles além de impotentes eram gays, Paulo e Norberto resolvem criar uma fórmula afrodisíaca que enlouquece a mulherada. Empolgados, raptam e seviciam duas garotas. Uma delas, ao conseguir escapar de seus seqüestradores depravados, é morta por uma cobra, enquanto eles dão boas gargalhadas e fritam uma omelete. Outra gosta mesmo da transa e morre de prazer na manhã seguinte. No final, os confusos rapazes percebem que essa bendita fórmula só serve pra causar problemas, e que gostam mesmo é um do outro. Mas é tarde demais: a morte das moças pôs a polícia em seu encalço. Perseguidos, o carro onde estão, cai acidentalmente de uma ribanceira e o casalzinho morre.

Considerando que tratava-se de um filme voltado para o público gay, por que Mojica não colocou cenas explícitas entre homens? “Preferi mostrar só o beijo e deixar o resto no suspense”, lembra Mojica. Uma idéia até acertada, pois se a Censura implicou com um beijo, imagine com dois homens transando. De qualquer forma, o filme foi um fracasso de bilheteria e nem chegou a pagar os gastos com a produção, ficando menos de um mês em cartaz. Na época em que foi lançado, A Quinta Dimensão não vingou ao tentar concorrer com Oh! Rebuceteio, de Cláudio Cunha.

5 Dimensao

O sucesso do filme de Cunha acabou tomando o lugar de A Quinta Dimensão no Cine Dom José, um dos preferidos pelos gays. “Transferido” para o Cine Windsor, o filme levou outro golpe de azar: quinze dias antes da sua estréia, a direção do cinema proibiu os gays de transarem dentro da sala de exibição. Resultado: a bicharada boicotou o cinema e preferiu ir fazer pegação no Dom José mesmo.

5 Dimensao

Apesar desse fiasco, o filme rendeu homenagens a Mojica. “Recebi um troféu, O gato gay de uma casa noturna, e um livro de poesias. Gays de todo o país apoiaram o filme”, afirma Mojica.

Após tanto tempo, Mojica ainda lembra uma última história interessante sobre a gravação do filme. “Precisava gravar um close da bunda de uma atriz sendo ‘ensanduichada’ pelo Márcio e o João Francisco”. Na hora de gravar, porém, a atriz sumiu do set. O que fazer? Um dos figurantes, dono de um traseiro invejável, topou substituí-la. O problema é que os atores, digamos, se empolgaram demais (leia-se ficaram com os paus duros), dificultando a realização da cena. Irritado, José Mojica Marins incorporou o Zé do Caixão e ameaçou, levantando um facão: “Vamos tratar de gravar logo essa cena, que hoje eu tô com vontade de comer pau à milanesa!”. Depois de tão sutil estímulo, os atores se acalmaram e a tal cena de nádega explícita pôde finalmente ser gravada.

Erik J. Borges

 



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