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Fuinha, o comedor

FUINHA


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O Império do Sexo Explícito (1985)

O Imperio do Sexo Explicito (1985) DOWNLOADARTIGO SOBRE O FILME



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Rocco barbarizando Bobbi

Rocco barbarizando Bobbi


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O rolê da esposa do Chinfronésio

CHINFRONESIO

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Boca do Lixo – A Bollywood Brasileira

BOCA DO LIXO

Por um momento, falava-se que cinema brasileiro só tinha mulher pelada e palavrão. Os filmes não passavam de reles pornochanchadas, em sua maioria, produzidas porcamente no centro de São Paulo, numa área conhecida como Boca do Lixo. Declarações como estas comprovam a profunda ignorância e descaso com um dos períodos mais efervescentes do cinema brasileiro. Durante os anos 1970 e 1980, entre as ruas Vitória e do Triunfo, no bairro de Santa Ifigênia, foi quando e onde o Brasil mais se aproximou de uma indústria audiovisual.

Os filmes eram produzidos sem apoio de leis de incentivo e angariavam fortunas pelo país. Formou-se um star system tupiniquim, do qual despontaram nomes como Vera Fischer, Antônio Fagundes, Tarcísio Meira, Lúcia Veríssimo, Ney Latorraca, além de um rol de estrelas como Helena Ramos, Aldine Müller, Matilde Mastrangi, Nicole Puzzi, Neide Ribeiro, Claudete Jobert e tantas outras que, por anos, habitaram o imaginário masculino brasileiro.

A malícia existia em muito dos filmes, mas a diversidade de gêneros da produção da Boca do Lixo ia muito além das malditas pornochanchadas e até mesmo o cinema de sexo explícito que se tornou vigente nos anos 1980. Westerns, filmes infantis, religiosos, musicais, de horror, dramas existenciais… em seu período áureo, a Boca fez de tudo. E mais, foi um celeiro de artistas e técnicos que possuíam um quase inocente amor à sétima arte, cuja capacidade de realizar com engenhosidade para driblar minguados orçamentos devia ser obrigatória em qualquer curso de cinema.

A Boca era a Bollywood brasileira, e isso é mostrado através de quem estava lá, fazendo cinema na frente e atrás das câmeras. Ícones como Tarcísio Meira, Antônio Fagundes, Lúcia Veríssimo, Monique Lafond, Vera Zimmerman, Aldine Müller, Neide Ribeiro, Helena Ramos, David Cardoso, Débora Muniz, Adriano Stuart, José Miziara e muitos outros nos levam em uma maliciosa e bem-humorada jornada para contar como nasceu, viveu e morreu a Boca do Lixo: a Bollywood Brasileira.

DOWNLOADFICHA TÉCNICA


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Scheila Cechinel

Scheila Cechinel


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Anal amador

Anal amador

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Metendo no matinho

TODA FELIZ FUDENDO GOSTOSO NO MATO COM O MANE COM AIDS

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As Panteras – Alta Tensão

As Panteras - Alta Tensão


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Oh! Rebuceteio (1984)

Rebu

A glória e a decadência da Boca do Lixo – o mais importante centro produtor de cinema brasileiro nos anos 70 e 80 – encontram sua encruzilhada na produção de filmes de sexo explícito a partir de 1981, quando Raffaelle Rossi lança “Coisas Eróticas“, sucesso de público por conta das cenas “explícitas” enxertadas pelo diretor.

CeteioNo embalo de “O Império dos Sentidos”, filme de Nagisa Oshima que foi exibido no Brasil através de um mandado judicial, os produtores da Boca haviam descoberto o caminho das pedras – e passaram a realizar filmes com conteúdo pornográfico, que burlavam a proibição oficial e faziam bilheteria antes que a censura conseguisse reagir.

Some-se a isso a esculhambação brasileira, que permitia que os filmes pornôs – brasileiros ou estrangeiros – passassem em qualquer cinema das grandes cidades (não apenas em salas especiais, como ocorre na maioria dos países do mundo), e gradativamente o cinema da Boca fez a transição dos filmes de conteúdo erótico, mas cheios de enredo, para o apelo superficial à pornografia pura e simples.

Paradoxo, aquilo que pouco antes se mostrou uma saída viável para gerar mais dinheiro, foi justamente o que matou a indústria auto-sustentável da Boca do Lixo paulistana. Massacrados pelas produções pornográficas estrangeiras, que chegavam aqui a preços mais baratos, os pornôs nacionais foram deixando de ser feitos e no final da década de 80, a Boca – intoxicada, estigmatizada e esvaziada pelo modelo fácil e de baixo custo – finalmente desapareceu.

Oh

“Oh! Rebuceteio” (1984) é exemplar típico deste período de exceção do cinema brasileiro, mas que, produzido e dirigido por Cláudio Cunha, salva-se na fronteira entre o inteligente e o execrável.

RebuceteioCheio de referências sutis a universos culturais estranhos ao público que o consumiu, não é errado dizermos que vinte e poucos anos depois, o filme ainda não fechou seu ciclo, permanecendo em busca de reconhecimento, a ser revisto em mostras e exibições cult com o mesmo olhar cuidadoso que devotamos a Tinto Brass ou às produções setentistas estreladas por Brigitte Lahaie.

Repleto de meta-linguagem, espécie de “A Chorus Line” sem vergonha, “Oh! Rebuceteio” nos remete a todas aquelas histórias que ouvimos desde a infância sobre a liberdade sexual no meio artístico, notadamente no teatral. É este o mote para o semi-exploitation de Cunha: uma peça, um diretor com idéias de psicanálise reichiana e um elenco de jovens entre 20-25 anos ávidos pela fama.

OhO próprio Cláudio Cunha faz o papel de Nenê Garcia: diretor do filme interpretando o diretor da peça. O contraponto são figurantes, corpos em fúria. A atriz que vai ganhar o papel principal, sua mãe, o vilão homossexual enrustido. Nada, no entanto, é levado a sério e todo o conflito é relativizado (e, pode-se dizer, anestesiado) nas intensas orgias de sexo grupal, em todas as combinações possíveis.

Nenê Garcia é um guru da liberdade, ordena imperativamente que o grupo se solte, se liberte, enquanto ele mesmo se mantém, com pudor, nas sombras. O elenco está em suas mãos, concretizando o comando de “liberdade total” exigido pelo mestre. Transam até cansarem, em cenas de plástica cuidadosa, realizadas por alguém com evidente talento para filmar. O grande cuidado artesanal torna o sexo agradável de ser assistido, mesmo pelo espectador que não esteja minimamente interessado em voyeurismo. E os diálogos são claros, engraçados e fazem pensar além da história narrada.

Oh

Notável também é pensarmos que “Oh! Rebuceteio” foi rodado em meados de 1983, mais ou menos na época em que a Aids se espalhava pelo mundo. No Brasil chegaria com força total por volta de 1985, de modo que o discurso pesado a favor do sexo sem freios era uma espécie de canto dos cisnes, tornando o filme ainda mais interessante.

RebuBaseado na peça “Oh, Calcutá!”, o título – que por extensão é o título da peça dentro do filme – soa quase inesquecível, lembrando um jogo de palavras barato ou o famoso termo lésbico que designa a ciranda de sexo entre várias mulheres. Mas citado durante a trama, ficamos sabendo na cena final que “rebuceteio, no dicionário, é traduzido como grande confusão. Grande confusão é a própria vida, é isto aqui…um rebuceteio” – todos se congratulam e o pano se fecha.

Com trilha-sonora de Zé Rodrix, montagem de Éder Mazzini (o mesmo de “Amor Estranho Amor” e “Anjos do Arrabalde”) e filmado no Teatro Procópio Ferreira – onde Cláudio Cunha estava em cartaz com a peça “O Analista de Bagé” – este foi o último trabalho do diretor na tela grande. Quando nos anos seguintes Cunha se dedicou ao teatro, também com grande sucesso, deixou para trás uma filmografia pequena mas diversificada, que com certeza será lembrada entre os altos e baixos na produção daquele tempo pela criatividade e ousadia no trato cinematográfico.

Texto: Andréa Ormond
Publicado originalmente no site Estranho Encontro.

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