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março
30
Clip (Klipp, 2012)

Klip

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A primeira cena de Clip é determinante para entendermos o que a cineasta estreante Maja Milos tem em mente: de costas às paredes, encarando uma câmera de celular, a adolescente Jasna (Simijonovic) insinua-se provocando o cinegrafista mesmo que este tenha o único interesse de vê-la se humilhando implorando por sexo. Adotando uma crueza extrema no retrato da precoce sexualidade dos jovens daquele país marcado por guerras que ainda não esqueceu da tragédia de Kosovo, Maja Milos tece um retrato sujo e repugnante de uma jovem egoísta e narcisista que ignora a doença terminal do pai (ele sofre de câncer), os afazeres domésticos e os estudos, dedicando-se quase que exclusivamente à sexo, drogas e festas.

Até aí, não tenho que me queixar do retrato contemporâneo de jovens que têm acesso cedo demais a coisas que apenas deveriam conhecer (e se conhecessem) na vida adulta. O retrato da vulgarização e banalização é, portanto, autenticamente moldado para chocar o espectador. Não há nada de bonito na jornada de Jasna e o seu “romance” com Djordje, ela não precisa de um arco dramático definido afora ser repulsiva. Isto não esta em discussão neste estudo de personagem que se mantém inabalavelmente coerente na sua abordagem e nos leva a sentir pena do choro copioso de Jasna ao invés de se emocionar pelo que ela expurgava do seu sistema.

Porém, há necessidade de explicitamente escancarar a vida sexual de Jasna visto que a compreendíamos e a leitura nas entrelinhas era suficiente? Assim, sutileza é um conceito inédito na produção que escancara a vida sexual de Jasna de forma repetitiva e explícita (a cada 10 minutos, pelo menos): sequências de sexo oral no banheiro do colégio e na imundice de uma festa, planos-detalhe de ejaculações e uma depilação da virilha e o “feijão com arroz” de posições de submissão e exposições em frente à câmera do celular. Ao invés de chocar, como Shame fizera, este filme apenas cansa pela redundância de suas ações e aspereza de uma jovem que eu não desejaria encontrar jamais na minha vida.

3 Comentários »

  1. Brilhante post. Que tenha mais filmes desse tipo por aqui!

    Comentário by PANICO — 02/09/2015 @ 4:16 AM

  2. Concordo com o panico.

    Comentário by Marcus — 02/09/2015 @ 10:27 AM

  3. Valeu pelo post, mestre sala!

    Poste o filme Love do Gaspar Noe.

    Comentário by deco — 04/09/2015 @ 8:07 PM

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