Publicidade



Clube do Corno 
Garotos Brasil  
Gls Videos  
 
 
 
 
 
 
 
 
Garotos G 
Desenho Gratis  
Suruba Digital  
Novinha 18  

Arquivo



setembro
05
Ariella (1980)

Ariella (1980)

DOWNLOAD – FILME COMPLETO

Em 1980, nas vésperas da guinada para o pornô na Boca do Lixo, o ator de diretor John Herbert aceita o convite de Pedro Carlos Rovái, dono da Sincrocine. Adapta uma novela de Cassandra Rios. Sim, Cassandra Rios. A fancha, autora dos milhares de pulp fictions vendidos com paixão na alta ditadura. Publica os capítulos de “Eu Sou uma Lésbica” na revista “Status”, degenerada como convinha a toda cunilíngue, delinquente máxima.

Para quem ainda não viu “Ariella” – monumento da adolescência de muita gente –, é preciso que se se diga que Herbert tentou ser audacioso, no bem e no mal. Colocou um rápido nu masculino, homens puxando ferro, malhando, derrières roliços que só, um homoerotismo indisfarçado.

Fez vistas grossas à tática de usar cenas com dublês. É assim que Christiane Torloni (Mercedes) passa pelo constrangimento de acharem que são seus os dedos que tateiam, digamos, determinadas instâncias de Nicole Puzzi (Ariella).

Cassandra participa no roteiro. Vai mal das pernas, com transições forçadas. Basta o advogado inescrupuloso – sempre há um, podem reparar – conferir o setor calipígico de Ariella para que a menina desabroche.

Vira fêmea, passa batom, deixa de ser a tímida que caminhava por cemitérios e curtia umas tendências incestuosas com o irmão (Alfonso, Herson Capri), atordoada pela culpa.

Interessante o relacionamento competitivo de Ariella com a mãe (Helena, Laura Cardoso). Beleza, velhice, egoísmo. A vinheta costuma funcionar e poderia ter sido melhor explorada, não fosse a vontade – grande às pampas – de fazer de Ariella um anjo vingador, usando o sexo para destruir as maldições familiares.

Descobre que está sendo enganada. O pai (Rodrigo, Sérgio Hingst) não é pai de fato. E, consequentemente, nem a mãe, nem os irmãos – além de Diogo, Clécio (Denis Derkian). Estranho que a bomba de uma vida inteira tenha sido percebida no bate-papo de Diogo com Clécio. Até os empregados conheciam a história. Sórdido, sórdido mundo este em que Ariella se isolava.

E se isolava como Onan, o bárbaro. Tocando-se sozinha, escrevendo um diário, beijando o espelho, acariciando um indefeso boneco do Snoopy. Na fase liberta, soltinha, tem o convescote com Mercedes, namorada de Diogo. Namorada por namorada, Clécio arranja uma de prestígio: Lúcia Buxy, antigo nome artístico de Lúcia Veríssimo, a Jeitosa do filme de Nello Rossi (1984), em que Herbert participa como ator.

Vira fêmea, passa batom, deixa de ser a tímida que caminhava por cemitérios e curtia umas tendências incestuosas com o irmão (Alfonso, Herson Capri), atordoada pela culpa.

Interessante o relacionamento competitivo de Ariella com a mãe (Helena, Laura Cardoso). Beleza, velhice, egoísmo. A vinheta costuma funcionar e poderia ter sido melhor explorada, não fosse a vontade – grande às pampas – de fazer de Ariella um anjo vingador, usando o sexo para destruir as maldições familiares.

Descobre que está sendo enganada. O pai (Rodrigo, Sérgio Hingst) não é pai de fato. E, consequentemente, nem a mãe, nem os irmãos – além de Diogo, Clécio (Denis Derkian). Estranho que a bomba de uma vida inteira tenha sido percebida no bate-papo de Diogo com Clécio. Até os empregados conheciam a história. Sórdido, sórdido mundo este em que Ariella se isolava.

E se isolava como Onan, o bárbaro. Tocando-se sozinha, escrevendo um diário, beijando o espelho, acariciando um indefeso boneco do Snoopy. Na fase liberta, soltinha, tem o convescote com Mercedes, namorada de Diogo. Namorada por namorada, Clécio arranja uma de prestígio: Lúcia Buxy, antigo nome artístico de Lúcia Veríssimo, a Jeitosa do filme de Nello Rossi (1984), em que Herbert participa como ator.

Mercedes e Ariella vivem momentos de propaganda sáfica de margarina: beijos, chuva, um campo repleto de flores amarelas. Poderia ser a folhinha de março de um calendário, desses que as mães gostavam de ter na parede da cozinha. Ao invés de um casal de pulôver e gola alta, duas moças em êxtase, saudáveis e catitas. Como Giselle (Alba Valéria) e a colega guerrilheira (Monique Lafond) na favela da Maré, em momento do cult “Giselle” (1980), de Carlo Mossy.

Aliás, Mercedes fala um dos mais bonitos “eu te amo, porra” do cinema brasileiro. Grande provérbio, dito de passagem, com a graciosidade de ser natural escondendo alguma afetação. As garotas convocam Diogo (Herbert) – o advogado estuprador –, que havia sofrido um golpe da família de Ariella. Nada pessoal, nada de proteger a menina contra o agressor, uma emboscada de negócios. Mordido, Diogo jura contra-atacar, aceita a proposta e firmam um pacto.

O resto de psicologismo aparece nos últimos lances. Mãe e filha se estranhando. Pai – paralítico – assediado e encurralado na fúria hormonal de Ariella. O vulto da garota queimando o diário, andando pela mansão como fantasma vitorioso enquanto sobem os créditos e ficamos sem saber do seu destino.

Escorado pelo sucesso do filme – em que o assistente de direção foi John Herbert Buckup Jr., seu filho –, Herbert volta a Cassandra Rios com “Tessa, a Gata” (1982). Novamente Puzzi, desta vez com Patrícia Scalvi. Fotografia de Carlos Reichenbach, que repetiria a dose em outro longa de John, “Primeiro de Abril” (1984).

No fumacê sombrio e algo luxuoso, “Ariella” transpira uma clima de telefone branco – vertente clássica do cinema, com escadarias, palacetes, vestidos vaporosos. Geralmente usado em comédias leves, é curioso como o molde retorna aqui pelo aspecto da cenografia ricaça. Provavelmente alguma superstição de quem realizou o filme, um amuleto com o passado, já que os telefones brancos eram praxe nos idos dos anos 40. Misture-se uma pitada de drama da Metro, pouca luz, escuridão, a ninfa em estado de graça e cá estamos nós no patropi, como sempre, miscigenando o cânone.

Andrea Ormond


1 Comentário »

  1. Quem é essa lésbica feminazista idiota?

    Comentário by James---- — 05/09/2013 @ 3:47 PM

Deixe um comentário

Trade



  • 1.
    2.
    3.
    4.
    5.
    6.
    7.
    8.
    9.
    10.
    11.
    12.
    13.
    14.
    15.
    16.
    17.
    18.
    19.
    20.
    21.
    22.
    23.
    24.
    25.
    26.
    27.
    28.
    29.
    30.
    31.
    32.
    33.
    34.
    35.
    36.
    37.
    38.
    39.
    40.

    trocar visita

Categorias



Contato | Putaria | Revistas | Sexo |