Cacau! Cacau! Senta no meu pau!
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Se o Cinema Novo tinha pessoas do talento de um Nelson Pereira dos Santos ou de um Glauber Rocha, o cinema da Boca tinha pessoas como Jean Garret e Ody Fraga. Ody, além de um grande intelectual, foi o mais mitológico dos diretores do local e gênero. Feito já na época do explícito, o filme traz toda a criatividade e ousadia da envergadura de Fraga.
Esta pornocomédia tem o título e o cartaz original mais engraçados da Boca do Lixo, e o filme é igualmente divertido.
São dois episódios com temas esquisitos, baseados na obra, juro, de William Burroughs.
No primeiro, Alô Buça, a vagina de Sílvia Dumont cria vida e começa a falar pelos cotovelos, exigindo parceiros melhores e urinando nos que rejeita (no caso, o anão Chumbinho); é uma espécie de Elas Me Querem feminino, com humor grosseiro mas adequado à proposta.
No segundo, O Unicórnio, Germano Vezzani enfrenta um problema embaraçoso quando, do alto de sua cabeça, brota um segundo pênis que se manifesta nas ocasiões mais inoportunas.
Com um roteiro e produção mais bem cuidados, poderia ser um pequeno clássico. As mulheres, pelo menos, são bonitas.
SENTA NO MEU QUE EU ENTRO NA TUA (Brasil/85. Dir. Ody Fraga. Com Silvia Dumont, Debora Muniz, Sandra Yoko, Germano Vezzani, Walter Gabarron, Chumbinho. 88 min. Century).




































