Dois clássicos da pornochanchada – COMPLETOS!

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A Filha de CalígulaProcuro uma Cama

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CAPS DE A FILHA DE CALÍGULACAPS DE PROCURO UMA CAMA

MAIS PORNOCHANCHADA!

Encha o cu de grana

Aluga-se Moças Nº2 (1983)

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Aluga-se Mocas 2Diretor: Deni Cavalcanti. Elenco: Kleber Afonso, India Amazonense, João Angelo, Cacá Bueno, Rita Cadillac, Deni Cavalcanti, Marcelo Coutinho, Tânia Gomide, Lia Hollywood, Maristela Moreno.

FILME COMPLETOMAIS PORNOCHANCHADA

Encha o cu de moças

Aluga-Se Moças (1982)

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Aluga-se MoçasVamos dar uma relembrada neste clássico através de uma série de caps que você pode acessar clicando a foto acima. E, claro, tem também a fita completa pra download. Sim, é a mesma versão que corre pela Internet inteira, com o som totalmente fora de sincronia – mas é de graça, então não reclama!

BAIXE O FILME INTEIRO

Eis a trama, célebre por sua originalidade e reviravoltas espetaculares (sim, estou sendo irônico).

Aluga-se MoçasPaula (Rita Cadillac) separou-se recentemente do marido e não encontra emprego, pois há sete anos não trabalha – e, ao mesmo tempo, se recusa a passar pelos “testes do sofá” que seus empregadores potenciais propõem. Ela coloca um anúncio no jornal, propondo-se a dividir o apartamento onde mora com a filha e a empregada.

Beth Lara (Gretchen), uma strip-girl, pretende ser cantora. É aprovada num teste fotográfico para promover a coleção da loja Crazy Shirts. Numa boate, é vista por Odair, dono de uma gravadora, que se interessa em promovê-la. Beth procura Paula e passam a morar juntas.

Aluga-se MoçasMagali, estudante universitária, está grávida e o pai, ao saber, a expulsa de casa. É encontrada na rua por Ângela que, para sustentar a mãe doente, trabalha numa casa de massagens. Lá, é contratada por Rafael, dono da Crazy Shirts, para trabalhar no bordel de luxo que ele pretende abrir.

Aluga-se MoçasCláudia e Marli moram juntas e trabalham na Crazy Shirts. Cláudia sai às vezes com Rafael, que, ao saber da virgindade de Marli, a oferece a Odair, seu amigo, esperando obter uma comissão pelo favor. Ele então suborna Cláudia para conseguir um fim-de-semana junto com Marli. Odair não aparece pois está ocupado com Beth, por quem se apaixonara. Rafael droga Marli e a seduz. A moça, devidamente descabaçada, pede a Cláudia, gerente do novo bordel, uma vaga.

Na inauguração do bordel, Beth, depois de desejar perseverança às moças, faz um show; e enquanto Paula, Ângela, Magali e Cláudia são apresentadas aos convidados, Marli ameaça se matar.

Foi uma das mais famosas pornochanchadas da época, ficando mais de um ano em cartaz e faturando muito.

Aluga-se MoçasEu disse MUITO.

Em 7 dias no cine Condor, faturou exatamente Cr$ 2.400.000,00 – Cr$ 900 mil a mais do que “Caçadores da Arca Perdida”, que ali, na primeira semana, rendeu Cr$ 1.500.000,00. As bundas de Gretchen e Rita Cadillac combinadas simplesmente deram um banho em Harrison Ford, Steven Spielberg e George Lucas.

Involuntariamente, o filme também ganhou fama por um motivo paralelo: O título deste filme sugere um dos maiores erros ortográficos já vistos no Cinema Brasileiro. O título correto seria Alugam-se moças, sendo inclusive objeto de questão em concurso vestibular da Fuvest. Mas o Professor Pasquale deu fim a essa palhaçada:

Aluga-se Moças

Há algum tempo, a Fuvest (que elabora o vestibular da USP) fez uma questão baseada no comentário de um jornal acerca do filme ‘Aluga-se Moças’, produzido em 1981. ‘O título traz um dos maiores erros ortográficos já vistos no cinema brasileiro’, afirmava o redator do artigo jornalístico. A pergunta da banca foi exatamente esta: ‘O comentário feito pelo jornal é justificável sob o ponto de vista gramatical? Por quê?’. Que queriam os examinadores? Que o candidato demonstrasse (não só, mas também) algum conhecimento de nomenclatura. Em ‘Aluga-se Moças’, não existem problemas ortográficos, ou seja, nenhuma palavra está grafada em desacordo com o sistema gráfico vigente. O desvio é de concordância (a construção predominante na língua padrão é ‘Alugam-se moças’), ou seja, o problema é de natureza sintática, e não ortográfica. Moral da história: a resposta ao primeiro item da questão é ‘não’.

Aluga-se Moças

O enorme sucesso do filme gerou uma continuação: Aluga-se Moças 2 (sim, mantiveram o erro do título – afinal, o que é um peido pra quem já tá cagado?) em 1983, sem a participação de Gretchen e com cenas de sexo explícito enxertadas. P.S.: Ao contrário do que muita gente ainda teima em espalhar, A XUXA NÃO APARECE EM NENHUM DOS DOIS FILMES, CARALHO!!!!

Aluga-se Moças

Elenco : Gretchen, Rita Cadilac, Tânia Gomide, Índia Amazonense, Lia Hollywood, Maristela Moreno, Tina Rinaldi, Margareth Souto, Zaira Zordana, Liana Duval, Meire Ferro, Oásis Minitti.

A Máfia Sexual (1986)

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Mafia Sexual

Entrevista com Renalto Alves, o braço direito de Sady Baby

Mafia Sexual

Natural de Paranavaí-PR, Renalto Alves nasceu em 1950. No começo dos anos 70, já estava em São Paulo tentando a carreira na área cinematográfica. Tentou primeiro ser ator, partindo depois para a área técnica onde teve início com o diretor Rubens da Silva Prado.

Passando nas produções da fase explicita da Boca, trabalhou com realizadores como Alcides Caversan, José Adauto Cardoso e Juan Bajon. Travou contato e trabalhou ao lado de grandes nomes do período como Márcia Ferro, Walter Gabarron e o anão Chumbinho. Porém, foi mesmo com o ator, produtor e cineasta Sady Baby com que teve sua grande parceria.

Inicialmente, foi assistente de câmera no segundo longa produzido por Sady: “No Paraíso da Sacanagem“. Com o passar do tempo, Renalto não somente atuou, fotografou e fez câmera de dez filmes de Sady, como ainda co-dirigiu.

Mafia SexualZ – Você conheceu o Sady pelo Zé Adauto?

RA – Zé Adauto Cardoso que me levou ao Sady. Aí eu era assistente do Alcides Caversan, de assistente eu fui virando, virando. O Sady é um camarada de muito valor, que marcou muito, muita coisa que fizemos juntos. Inclusive as loucuras de cinema que as meninas não sabiam o que ia rolar, nós dois cochichávamos, a gente se entendia, ligava a câmera e saia. Quem ligava a câmera era eu, e quem gritava ação era ele. Aí o pau comia.

Z – Tem uma parte de um filme de vocês (O Ônibus da Suruba) em que a menina enfia o telefone na vagina. E depois chega o Feijoada e diz que quer falar no telefone. De onde vocês tinham essas idéias?

RA – São assim: a cabeça dos atores, a hora que você convida ele pra trabalhar ele vem. Depois você começa a conhecer e vê que ele vai um pouquinho mais, que ele segue um pouquinho mais daquilo que você está pretendendo para o texto dele. Aívocê como é da produção, produção tem que ter mente fértil pra coisa. Isso ajuda a melhorar, a enlouquecer, porque são aberrações sexuais. Aquilo que às vezes uma menina e um rapaz fazem num quarto, ninguém nunca mostra mas é igualzinho o que a gente fazia no cinema nosso. Bota pé na parede, enfia o negócio lá. Depois você não lembra de nada, mas todo homem e mulher já fizeram alguma loucura entre quatro paredes. Mas como ninguém filma, então nessas bases que a gente entra.

Z – Tem uma outra coisa que o cara faz as necessidades de cima do ônibus?

RA – Ele fez uma força de meia hora. Perdeu muito material (risos). Ele queria que o Sady parasse o ônibus, mas o Sady não parou e então ele foi na janela. Aí eu peguei ali segurando e com a mão esquerda segurando a câmera, que era uma Arriflex pesada que é negativo, ali não é digital. É fita mesmo, película que você não pode errar, não pode deixar cair e a gente filmou aquilo lá.

Z – O senhor começou como assistente. Com fotógrafos, o senhor começou com o Gauchinho, depois com o Bajon. O senhor fez com Renato Bastos. Quais deles o senhor mais aprendeu ? Tem algum que o senhor considera mestre?

RA – Todos, todos. Todos tem um jeito de trabalhar, tem uns mais violentos que você pega a manha violenta, outro você pega a manha mais calma. O sistema do Mojica dirigir é bem sutil, eu achava interessante porque ele tira bastante coisa sendo sutil. Já o Alex Prado muitas vezes é bruto, e o Sady é um cara mesclado, como camaleão muda. Tem uma cena de um filme que está todo mundo nu e ele chega com um revólver 38 cheio de festim, carregado até a boca de festim e chega pro pessoal: “Todo mundo endurece o pau”. E começa a dar tiro nos caras, como que faz? Isso aconteceu em filme nosso.

Mafia SexualZ – Com o Rubens da Silva Prado o senhor trocava muita idéia de cinema? Tentava colaborar no roteiro?

RA – Muitas vezes. Ele também é muito sociável no que diz respeito de trocar idéias. Muita aberração ele não gosta, como o Sady. Não gosta mas fez, embora isso não tenha grande efeito com ele. Agora banditismo, briga ele gosta muito bangue-bangue pesadão mesmo, bangue-bangue mesmo. Às vezes a gente sai no soco e fica inchado.

Z – Mas ele não liga?

RA – Faz, gosta. E cenas interessantes com ele, animais acho que foi um, já eu e o Sady fizemos várias cenas de animais. Tem uma de um burro que a X-Tayla tenta conversar com um burro, convencer ele. O burro nós pegamos emprestado de um caipira, e aí o jegue não queria papo com ela. O Sady fez vários, tem do touro. Do touro que fala, a voz do touro foi eu que pus. Foi muito bom, deu um sucesso violento. Dos cavalos teve vários.

Z – O Bajon também…

RA – O Bajon teve, vários filmes de cavalo. Mas nós começamos com os cavalos, eu e o Sady… mas foi com o Alex Prado o primeiro filme, o segundo entrou o Sady. Aí o cavalo pegou.

Z – E é difícil rodar com animal?

RA – Ah, animal tem uma questão de cio. O homem excita a qualquer momento, o cavalo tem um cio. Agora um cavalão, o cavalo mesmo não tem muito cio. Basta uma égua passar perto que ele fica, se liga. O cachorro é mais complicado. Eu fiz cachorro com o Mojica, no filme que o Mário Lima produziu (24 Horas de Sexo Explícito). Aí o cachorro estava arranhando as costas da menina, então botamos luva nele. Dá trabalho, mas é interessante e tem muita coisa pra contar, muito acontecimento. Uma vida grande de vários produtores com vários conhecimentos. Então, eu vim adquirindo com mais um por um conhecimentos por mais que eu lia, que eu pesquisava. Com o Sady foi com quem eu mais filmei, nós fizemos uma seleção de filmes e até então não tinha tanta produção atrás da outra. Nós chegamos a fazer várias fitas por ano.

Mafia SexualZ – Achar menina pra contracenar com animal é difícil?

RA – Na época foi difícil. É complicado porque a menina se não for de um sítio, da fazenda… que nem São Paulo, aqui poucas pessoas tem conhecimento de um animal. Você tem que ter cuidado com ela, porque o animal pode pisar nela, dar um coice, houve casos de gente se machucar; com nós nunca, graças a Deus, nunca. Mas é bonito.

Z – No filme do Sady 100% a grana não era dele?

RA – Muitas vezes. Mas a loucura inteira; as broncas que vem, porque vem muitas broncas e só ele que é o titular. O pessoal ajudava mas depois saia fora.

Mafia SexualZ – O senhor fez o filme dele que deu o problema com o menino? (me refiro ao problema do uso do filho do ator Celso Sappo, um menor num filme de Sady)

RA – Não… eu cheguei de tarde, ele fez a cena de manhã. Eu era assistente do Alcides Caversan na produção do Sady que é o “Come Tudo“. Eu cheguei de tarde porque o rapaz que ia rodar com ele não foi, e ele me ligou pra eu ir depois. Tinha rodado a cena de manhã, mas me chamaram no fórum tudo e fizeram todo aquele negócio comigo lá. Mas eu fiquei firme porque são meus amigos e eu acho muito difícil você ter um amigo sendo processado por um negócio e você não estar ali com ele. Quando o cara é mau caráter tudo bem, mas você vendo a integridade das pessoas, e ele foi mal compreendido na coisa ali, é um negócio muito sério. Foi uma coisa muito séria e eu não tava, mas depois o Sady levou aquele processo, parou a fita, o Zé Adauto saiu da equipe, o Alcides Caversan também e ele ficou sozinho. E foi quando ele me convidou pra fazermos “Emoções Sexuais de Um Cavalo“. Aquela briga toda foi o meu trampolim pra eu encostar no Sady.

Esse é só um pedaço da entrevista,

que é imensa e pode ser lida na íntegra no site Zingu!

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No Calor do Buraco (1987)

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Calor do BuracoQuem acha que o anão Chumbinho descendo pela privada ou Jesus (interpretado por Décio Pinto) conversando com um sertanejo evangélico era o máximo de bizarrice que este site iria promover, bem, senhoras e senhores, conheçam Sady Baby.

Calor do BuracoHá quem diga que a linha que separa os gênios excêntricos dos idiotas loucos é bem tênue, quase inexistente, e Sady Baby está aqui para provar isso (assim como também prova a máxima que “qualquer um, qualquer um MESMO, pode fazer um filme”). Sady Baby era um artista performático (e antes tinha sido um jogador do Fluminense) que viajava o país, em seu ônibus, fazendo espetáculos do Oiapoque ao Chuí. Vale dizer que esses espetáculos eram peças de teatro pan-sexuais explícitas. Entre uma performance e outra, fazia filmes (provavelmente baseado nas próprias peças). E que Deus tenha piedade de nossas almas.

Calor do BuracoÉ simplesmente impossível de se explicar um filme de Sady Baby. Tem que ver. Tem que sentir. E antes de analisarmos No Calor do Buraco, resumiremos um pouco da carreira fílmica desse excepcional (e tome “excepcional” no sentido que quiser) e singular autor nacional: em Emoções Sexuais de um Jegue, além de uma mulher masturbando um jegue falante, temos um ex-detento que tem como passatempo passar AIDS a um monte de pessoas (copulando com elas num caixão de papelão – entendeu a metáfora buñuelesca?) e no ato final faz um massacre com uma serra-elétrica (hum…) num bordel enquanto ocorre uma orgia gay; em O Ônibus da Suruba, temos uma cena em que um dos passagerios do ônibus defeca pela janela e começa a dançar; e Máfia Sexual é um filme pornô com o Pedro de Lara.

Calor do BuracoMas, acredite, nada, mas nada se compara à magnificência absurda que é esse espetáculo chamado No Calor do Buraco. Afinal, um filme que começa com o protagonista estuprando uma árvore é algo inédito (principalmente se analisarmos que a cena não tem NADA a ver com o resto do filme). As más línguas dizem que os filmes de Sady Baby saíam desse jeito pois ele gostava de se “inspirar” através do consumo de substâncias psicotrópicas, e eu tenho até medo de pensar o que ele teria tomado dessa vez, já que, da cópula andrófila pra frente, o filme só vai ladeira abaixo. E ainda tem gente que diz que Neville D’Almeida seja um devasso, tsc tsc (mas que fique bem claro que, de maneira alguma, estou vilipendiando o mestre Neville, um dos últimos gênios em atividade no cinema nacional).

Calor do BuracoComo o leitor deve ter percebido, não coloquei uma sinopse do filme, porque simplesmente não há uma trama perceptível, ou sequer algo perto disso. Começa com o Sady Baby estuprando a árvore, depois uns jagunços estupram uma moça morena, Sady Baby mata esses jagunços, corta pro Sady Baby estuprando uma loira, depois mostra um mendigo barbudo e tarado que colocou um bico de mamadeira numa garrafa de cachaça e enche a garrafa de leite, e fica o filme inteiro babando leite, mostra também o Sady Baby chegando na fazenda, lá pro meio um velhinho enfia o dedo no ânus de um porco (que reclama e diz “caralho, tira o dedo do meu cú, porra”). O velhinho fica falando “é no calor do buraco que a coisa fica boa”. Depois não sei porque Sady Baby e a loira que ele estuprou saem fugindo de algo, cortando então para uma suruba gay, o casal mata um caminhoneiro e rouba seu caminhão e FIM. Sacou? Nem eu.

Calor do BuracoPor que o filme começa com o Sady Baby estuprando uma árvore?

Finalizando, deixo aqui todo meu respeito a esse senhor, um gênio/idiota-macabro a ser descoberto, e cujas contribuições ao mundo não pararam na sétima arte. Foi ele quem cafetinou a Big Brother Antonella, anos antes de ela se tornar felina da Playboy, quando ainda trabalhava no seu “night club”. O nome do recinto? “Soltando a Franga”, nome de outro filme desse enigmático personagem da margem do cinema marginal.

Diogenes L. Cesar
29/03/2005

CAPSFILME COMPLETO

As Taras do Mini-Vampiro (1984)

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As Taras do Mini-VampiroEsse talvez seja o filme mais conhecido desse verdadeiro mini-astro de pornô-podreiras do cinema tupiniquim (tanto que até aparecem trechos dele num filme do cineasta Carlos Reinchenbach). Ainda que não seja tão engraçado quanto Fuk Fuk à Brasileira (se bem que nada é), é diversão garantida para os que buscam um cinema mais alternativo. E doentio.

As Taras do Mini-VampiroO filme em si tem uma história bem simples e curta (tanto que a duração é de uma hora apenas), sustentando-se mesmo nas piadas de extremo bom gosto. Uma cidade decadente vê a oportunidade de se mostrar ao mundo quando um vampiro anão começa a atacar pessoas na praça central (o engraçado é que a música “sinistra” do fundo é roubada do filme Rocky – Um Lutador, muitíssimo conhecido por suas músicas góticas e assustadoras). A cena em que o prefeito (interpretado pelo velhinho tarado Bim-Bim, constante colaborador do genial Sady Baby) liga para seu assessor pra avisar da novidade encontra-se num dos monólogos mais toscos e engraçados da história do cinema nacional.

Basicamente a trama para por aí, com um caçador atrapalhado correndo atrás do vampirinho (que ganha a simpatia do empalador ao mostrar que é banguela, por isso passa fome) enquanto situações absurdas acontecem, como uma garota Eliane Gabarron) que vai fumar um baseado em cima de onde o vampirinho está dormindo e, ao começar a apalpar a terra, sente um pequeno objeto roliço surgindo do chão. Sem contar que o filme antecipa aquele comercial da Ray Ban e mostra que, se o Chumbinho usar óculos escuros, a luz do Sol não será mais um problema pra ele.

Há uma cena que envolve o vampirinho, o caçador e uma mulher menstruada, mas falar mais estragaria uma das mais finas e tocantes cenas que só o humor de bom-gosto da Boca do Lixo poderia proporcionar.

Diogenes L. Cesar

CRISE? GANHE GRANA!

O Império do Sexo Explícito (1985)

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O Imperio do Sexo Explicito (1985)

CRISE? ENCHA O CU DE GRANA!

Bacanais na Ilha das Ninfetas (1982)

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Bacanais na Ilha das NinfetasDick Boy encontra um tesouro numa ilha, com a ajuda de cinco ninfetas. Ele é um cantor romântico e extravagante; as garotas que o acompanham têm o púbis em forma de coração, cada um de uma cor diferente. Marisa é a sua namorada e rival das outras quatro: Nilza, Tânia, Norma e Ada. Dick Boy e Marisa negociam o tesouro com um receptador. Nilza combina com o bandido Genésio a libertação da cadeia de outros bandidos, Totonho e Fumaça. Os quatro planejam ficar com o dinheiro de Dick Boy. Este e Marisa fogem com o dinheiro rumo a um navio cargueiro. Começa então uma louca perseguição em carros, barcos, bicicletas, a pé, por montanhas, rios, matas e praias, as quatro ninfetas seguindo os passos de Dick e Marisa, e os bandidos atrás. No final, Totonho e Nilza caem num buraco e se entregam ao prazer sexual. No apartamento, as ninfetas estão começando uma bacanal com Dick Boy… (Sinopse tosca tirada do flyer do filme).

Direção: Osvaldo Oliveira. Com Márcio Prado, Zilda Mayo, Maristela Moreno, Jussara Calmon, Mara Carmen, Cristina D’Avila, Sebastião Apolônio, Genésio Carvalho, José Carlos Lampa, Pablo, Roco, Maristela Mailson. Duração: 83 min.


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CRISE? GANHE GRANA!

Hospital da Corrupção e dos Prazeres (1986)

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Sátira da Boca às fraudes no INAMPS e INSS, se passa no tal “Hospital dos Prazeres” (ou algo que parece um hospital), onde fiscais do INSS vão investigar denúncias de corrupção e são devidamente “subornados”.

Hospital da Corrupção e dos PrazeresJá começa com uma cena de castração explícita, fajuta e grosseira, e logo mais tem um velhinho (MESMO!) transando com uma velha ninfeta (cena não-explícita, já que a pipa do vovô não sobe mais). Em seguida, uma moça pede ajuda pra desentalar a garrafa tamanho-gigante com que se masturbava. Só por aí já dá pra imaginar a alta qualidade intelectual da fita, mas quem disse que a Boca mede palavras?

Quer mais? Num açougue, um rapaz pendura a japinha Sandra Midori num gancho de carne e rasga-lhe a roupa a facão. Mais? Nesse mesmo açougue, negões transam com alcatras e lombinhos (literalmente – eles cortam buracos nas carnes, metem a pica e gozam dentro!) e tentam currar um vira-lata – que foge correndo, pois não é besta. Chega? Há quem ache isso divertido.

HOSPITAL DA CORRUPÇÃO E DOS PRAZERES (Brasil, 1986. Dir. Rajá de Aragão. Com Sandra Midori, Aline Delatorre, Bete Silva, Andrea Pucci, Rosary Graziosi, Priscila Domenico, Ana Regina, Sandra Gabriel, Michele Analibei. 83 min. Video Room).

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48 Horas de Sexo Alucinante (1987)

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48 Horas Para entender 48 Horas de Sexo Alucinante, é necessário analisar o contexto histórico e político que o Brasil atravessava na década de 80, a chamada “fase perdida“.

48 HorasNa onda da intensa produção pornográfica que assolou as sessões de cinemas no Brasil, José Mojica Marins não ficou para trás. Amparados por mandados judiciais, que tinham como fundamento a abertura do mercado exibidor às obras de forte apelo sexual, como O Império dos Sentidos (1976) e Calígula (1979), as produtoras da Boca do Lixo romperam, paulatinamente e na medida do possível, a censura. Censura esta que até então impunha rigorosos limites estéticos e ideológicos à produção cinematográfica brasileira.

Em 1981, o diretor ítalo-brasileiro Rafaelle Rossi, precursor da chamada “primeira fase do pornô nacional”, exibia, no clássico Coisas Eróticas, o que viria a ser a premissa do cenário hardcore brasileiro, ao mostrar Óasis Minitti masturbando-se em um chuveiro. Daí para frente, o ápice da pornografia eclodiria em pouco tempo. Na esteira do filme de Rossi, passariam mais de 500 títulos destinados para adultos, exibidos nos cinemas e nas chamadas “salas especiais“. Autores renomados como Fauzi Mansur, Ody Fraga, Antonio Meliande e Alfredo Sternheim não resistiriam e entrariam na então recente produção explícita nacional – assim como José Mojica Marins.

48 HorasCom dinheiro na mão, conseguido graças ao sucesso de 24 Horas de Sexo Explícito, o produtor Mário Lima chamou novamente o seu fiel escudeiro e parceiro de todas as horas José Mojica Marins, para mais uma empreitada no mundo pornô. Mais uma vez pela produtora Foto-Cena Filmes. Ao contrário do obscuro – e bizarro – elenco de 24 Horas de Sexo Explícito, os integrantes de 48 Horas de Sexo Alucinante são uma verdadeira seleção do que havia de melhor na produção hardcore paulistana. Nomes de prestígio tal qual Oswaldo Cirillo, Silvio Junior, Andreá Pucci, Antônio Rodi e o casal 69 da Boca do Lixo, Walter e Eliane Gabarron, contracenavam em picantes cenas de safadeza, sem falsos moralismos ou frescuras tediosas.

À primeira vista, percebe-se a grande diferença de qualidade entre os elencos dos dois filmes pornôs do José Mojica Marins. Na época de lançamento de 24 Horas de Sexo Explícito, Mojica teve a incrível façanha de contratar as piores barangas da Boca do Lixo. Isto proposital, porque avesso à pornografia, almejava afastar de vez o público brasileiro da avalanche pornô que contaminava o Brasil. E, para isso, uma fórmula quase certeira: só mostrar mocréias na tela do cinema. Mas o feitiço virou contra o feiticeiro, e o filme foi um sucesso de público, ocasionando filas e mais filas nas entradas das sessões. Apesar do lucro avassalador, Zé do Caixão, ou melhor, José Mojica Marins, sempre levando a pior e comendo o pão que o diabo amassou, mal viu a cor da grana. Azarado como sempre, recebeu apenas o seu salário de diretor, uma vez que Mário Lima bancou o projeto e recebeu as benesses do mesmo.

48 HorasCom o enorme e inesperado sucesso de público, o diretor noticiou na época a sua perplexidade e espanto. Botou culpa do seu sucesso pelo fato do povo brasileiro ser, numa palavra direta e objetiva, “tarado”. Se a preocupação estética de 24 Horas de Sexo Explícito deixa a desejar, com suas mulheres teratológicas abundando a telona, as dondocas de 48 Horas de Sexo Alucinante agradam ao espectador. O enredo, por sua vez, é apenas um tecido mal-costurado para mostrar cenas improvisadas de rala-e-rola entre os atores. Como o próprio nome diz, há “interação sexual” entre os farristas durantes dois dias ininterruptos. No filme, Mojica Marins – no seu contumaz papel metalingüístico de Zé do Caixão (há sempre a confusão entre criatura e criador) – junto com Mário Lima (o produtor e também ator no filme) são procurados por uma sexóloga de meia-idade (Andréa Pucci). A estudiosa do sexo explica aos dois o seu anseio de produzir um novo filme pornô, para fins “científicos”, em que estudará os estranhos comportamentos sexuais do povo brasileiro.

Sempre com um pensamento a frente do seu tempo, e desprendido dos costumes conservadores e retrógrados da sua época, José Mojica Marins é capaz de elaborar cenas de sexo nunca vistas antes nos cinemas brasileiros. Não da forma ousada e indigesta como foram mostradas. Se Helena Ramos teve os seios lambidos por um cavalo, no filme Mulher, Mulher, do diretor Jean Garret, Mojica inovou filmando a primeira seqüência zoofilica tupiniquim, entre a atriz Vânia Bournier e Jack, o pastor-alemão.

48 HorasTal excentricidade ocorreu no filme predecessor. Se as pessoas achavam, no final dos anos 80, que tudo em relação a sexo já fora filmado, Mojica mais uma vez causa estardalhaço e superou expectativas. Em 48 Horas de Sexo Alucinante foi além: filmou a célebre cena onde a coroa Andréa Pucci, no meio de uma fazenda, se coloca dentro de uma vaca mecânica de madeira, onde é penetrada por um homem vestido de bumba-meu-boi. Surreal e inacreditável, metafórica e lisérgico. Cena esta obrigatória de constar em discussões sobre as maiores loucuras sexuais já captadas por uma câmera. Algo que nem mesmo mentes doentias como Sady Baby, Juan Bajon, Alex de Renzi, Gregory Dark ou Shaun Costello poderiam imaginar.

Visionário, José Mojica Marins (ou, para quem prefere, Zé do Caixão) marcou época na Boca do Lixo. Tanto pela genialidade das clássicas obras de horror dos anos 60, como À Meia-Noite Levarei a Sua Alma e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, quanto pela bizarrice e picaretagem que insuflavam nos seus filmes explícitos durante a inusitada e escalafobética década de 80.

Yúri Koch é pesquisador e editor do blog Necrofilmes.

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Devassidão Total Até o Último Orgasmo (1986)

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Ate o Ultimo Orgasmo Um grupo de mulheres, detentas numa penitenciária mequetrefe na fronteira do país, sofre pela falta de homens e pelos trabalhos pesados (leia-se lavar roupa no riacho com a calcinha de fora, e ouvir musiquinhas horríveis numa vitrolinha chulé).

Todo dia elas são seviciadas pela carcereira lésbica e sádica, até que surgem dois náufragos na… bem, parece que a porra da penitenciária fica numa ilha. Sei lá. Seriam eles a salvação? Bom… mais ou menos.

Nesse ínterim, todas as moças se submetem às mais variadas peripécias sexuais, inclusive transar com um retardado e com um gorila (bom, com um mané vestido de gorila) e serem penetradas por lâmpadas e pistolas.

Como dá pra ver pelos caps, a qualidade de imagem é um cu cagando. Mas pelo menos aqui é de graça. Se quiser pagar mais de 30 pilas por um DivX idêntico no Putrescine, foda-se.

Direção: Fauzi Mansur. Com Neusa Dias, Sandra Morelli, Marcia Ferro, Sheila Santos, Custódio Gomes, Francisco Viana, Ronaldo Amaral.

FILMECAPS

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As pioneiras do explícito na Boca do Lixo

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As pioneiras do sexo explícito!Clique na foto para baixar uma matéria da ELE ELA número 174.

O Analista de Taras Deliciosas (1984)

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Analista de Taras DeliciosasUma das dificuldades dos produtores das pornoproduções da Boca do Lixo, em São Paulo, está em encontrar títulos para essas “realizações”. Como a liberalidade chegou a extremos e o público começa a cansar do mesmo esquema nas pornofitas de sexo explícito, as apelações nos títulos tornam-se cada vez mais agressivas, como se pode notar pelos nomes das produções exibidas nos cinemas específicos que exploram esse tipo de programação.

Os títulos são tão agressivos que vereadores de São Paulo e Curitiba (aqui, o sempre puritano e feroz Luis Gil Leão) tem dado urros contra “essa agressão contra aqueles que não desejam compactuar com tanta imoralidade “.  Além da proibição das fotos, os vereadores querem, também, que os títulos das pornofitas se limitem às áreas internas dos cinemas, não podendo mais ocupar marquises voltadas para a rua.

Nessa semana, por exemplo, o São João exibe ”Abre as Pernas, Coração”, dirigida pelo “especialista” Mario Vaz Filho, com Paula Sanches, Sandra Midori e Luciano Dantas. Em outros filmes, as atrizes preferem usar pseudônimos. No elenco de “Escândalos do Sexo Explícito” em cartaz no Glória l, o elenco é apresentado da seguinte forma : “Bob, a cobra macho; Eliana, a boneca de carne; Beth e Sandra, as campeãs; e Luana e Iloá, as mulatas”. Já os diretores (sic) desses filmes também preferem, muitas vezes, o anonimato. Os pseudônimos curiosos. Fauzi Mansur, responsável pelo “Analista de Taras Deliciosas”, exibido a semana passada no São João, assinou o filme como nome ao contrário: Rusnam Izuaf.

No Glória l, a programação é dupla: “Escândalos do Sexo Explícito” e “A Mansão do Sexo Explícito”. Aliás, Sexo Explícito consta em mais de 20 títulos de pornofitas lançadas nos últimos meses. Entretanto, o título mais audacioso até agora usado foi: “Dracula chupa… e não é no pescoço”.

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente no Estado do Paraná em 18/09/1985

FITA COMPLETACAPS

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Meninas, Virgens e P… (Troca de Óleo) (1983)

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Meninas Virgens e Putas

Meninas Virgens e PutasUma das curtições de Rombo (Sady) na cadeia é obrigar outros presos a transar na sua frente. Na porrada, Rombo ordena que um meliante faça um bolagato em outro detento. Mas tudo isso é café pequeno na vida de Rombo e seu comparsa DKW, que aguardam a liberdade para poderem pegar a grana de um assalto que realizaram, e curtir a vida com muito luxo e sexo.

Meninas Virgens e PutasDKW tem mais sorte e é o primeiro a ganhar a liberdade. Matreiro e muito safado, do tipo que venderia a própria mãe, passa a mão na grana e deixa Rombo a ver navios. Quando Rombo sai da cadeia, percebe que foi passado pra trás. Cheio de ódio, ele sabe onde procurar DKW: na boate Troca de Óleo, onde o clima é de muito sexo e suruba.

Meninas Virgens e PutasRombo vai conversar com uma das amantes de DKW. Tenta seduzir a menina com seu charme. Mas a gata, fiel ao homem, não dá com a língua nos dentes. Rombo fica puto e começa a quebrar a boate. Enquanto isso, um dos seus comparsas, Goró, come a deliciosa Zana (Luana/Leyk-Dú), ninfeta que é um misto de criança e fêmea quentíssima.

Meninas Virgens e PutasNa trajetória de ódio e vingança, Rombo age com muita violência e o sexo sempre está presente. Mas existem coisas que irritam o anti-herói e ele reage prontamente. Numa outra boate, um garçom, daqueles saldinhos, dá um beijo de língua num freguês. Rombo não curte a sacanagem e mata os dois, cortando suas gargantas. Depois ele manda Zana e Goro trazerem a cantora do local (Makerley Reis); ela certamente sabe onde se esconde o DKW. A cantora, uma mulher gostossísima, protege DKW e trava uma luta corporal e sensual com Rombo.

Meninas Virgens e PutasTroca de Óleo não poderia terminar sem um grande duelo final entre DKW e Rombo. No estilo dos filmes onde os personagens são movidos por uma vingança mortal, os dois lutam desesperadamente e somente um sairá vivo. O final do filme guarda uma surpresa para Rombo. Olho vivo.

Sady Baby, diretor e ator principal de Troca de Óleo, fez um filme violento e cheio de putaria. Constantemente seus personagens são forçados a transar com quem não querem.

Texto: Edward Janks

TRAILER * FILME COMPLETO

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O Vale dos Amantes (1982), com Rita Cadillac!

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O diretório inclui também um arquivo .zip com a matéria da revista BIG MAN INTERNACIONAL sobre este filme.

Fuk Fuk a Brazileira (1986)

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Fuk FukSiri, um anão negro, feio, semi-analfabeto, mudo (mas dotado de telepatia) é adotado por um casal com certa quedas por orgias. Um dia a esposa se recusa a lubrificar seu ânus com margarina (só aceita manteiga), então o marido tenta sodomizar Siri, que escapa pela privada e vai viver uma verdadeira odisséia, com direito a lusitanos pan-sexuais, naves de formato fálico (ah, sim, esqueci de dizer que Siri também é um ET!) e um isopor térmico cheio de vibradores para satisfação auto-erótica.

Fuk FukVou tentar concientizar o leitor de meu entrave enquanto articulista: o que se pode comentar de um filme como Fuk Fuk à Brasileira? Citemos uma cena: passando por dificuldades financeiras, o anão Siri tenta vender alguns ítens de sua coleção de vibradores numa praia. Como Siri é mudo, ele explicita o que está vendendo através de cartazes recheados de impropérios. Um provinciano, ao ver tais cartazes, pergunta ao seu burro (dublado por Marthus Mathias, a voz do Fred Flintstone) se por acaso ele não gostaria de comprar um dos roliços objetos “pra fazer uma sacanagem da boa”.

Fuk FukObviamente não se trata de um filme para todos os gostos. Os não-familiados com esse tipo de cinema (as pornochanchadas que realmente levam seu prefixo à sério) com certeza irão estranhar (senão se abalar) com o estilo que filmes como esse ou No Calor do Buraco (cujo plano inicial era a de um homem – interpretado pelo próprio diretor do filme, o excepcional Sady Baby, famoso por afirmar que cafetinou a Felina/Big Brother argentina Antonella – copulando, explicitamente, com uma árvore). Mas quem deixar o bom senso (bem) longe irá se divertir com esse verdadeiro clássico do cinema hiper-underground brasileiro.

Fuk FukApesar de teoricamente um filme pornográfico servir como obra de excitação sexual através de cenas de cópulas explícitas, a única característica que faz de Fuk Fuk à Brasileira um filme pornográfico são suas cenas de sexo explícito, já que as piadas incessantes que permeiam o filme impedirão qualquer espectador de manter uma ereção. E bota piada nisso: desde o começo até sua conclusão, o filme não pára de destilar seu humor à toilet. Em menos de 10 minutos vemos um anão-cafetão contar (telepaticamente) a história de sua vida, quase estuprado por seu pai adotivo, descendo pela privada, chegando ao esgoto, recebendo um jato de urina de um mendigo bêbado e sendo confundido com um “frango de macumba” ao sair correndo nu pela rua…

Fuk FukE o filme mantém esse ritmo, mostrando que, Siri, o anão, depois de passar algumas desventuras nas ruas, numa pensão de um português bissexual, em um bordel e na casa de um pederasta típico de pornochanchadas, encontra finalmente a felicidade na brilhante conclusão do filme. Uma raça alienígena (que viaja numa nave que tem o formato de um pênis) ejacula no pequenino protagonista e ele descobre que essa “porra intergalática” é um poderoso afrodisíaco, passando então a vendê-la “aos broxas de todo o mundo”, como ele mesmo diz na narração do filme.

Uma curiosidade: Jean Garret foi um dos diretores dessa singular obra, oculto pelo pseudônimo ” J.A. Nunes”.

Texto: Diogenes L. Cesar
Elenco: Chumbinho, Bianchina Della Costa, Lia Costa, Flávia Sanchez, Solange Dumont, Fátima Funny, Lilian Villar, Andréa Pucci.

FILME COMPLETO

VEJA AQUI UMA PRÉVIA DE DEZ MINUTOS.

Fuk Fuk

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A B… Profunda (1984)

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A Bunda ProfundaSátira descarada ao sucesso Garganta Profunda, com a diferença que o clítoris da mulher (no caso, Débora Muniz) não fica no gogó, e sim no fiofó.

A B... ProfundaEsse filme foi dirigido por Álvaro de Moya sob o pseudônimo “Gerard Dominó” (mais uma micagem, já que o diretor do Garganta Profunda original se chama Gerard Damiano – e é o nome real dele! Sim, ele se chama Gerard ROCCO Damiano!). É isso mesmo o que vocês leram, crianças: o Álvaro de Moya que escreveu e dirigiu esse pornô é AQUELE MESMO Álvaro de Moya famoso por escrever vários livros rastaqueras e superficiais sobre gibis!

Curiosidade: com Cr$ 44.941.720, foi a vigésima quarta bilheteria do ano… mas só em Curitiba! Ah, sim: existe um questionário circulando pela net afirmando que “A B… Profunda” foi o primeiro filme pornô feito no Brasil. Evidentemente, quem escreveu essa merda não entende porra nenhuma do que está falando. Ô, maldita inclusão digital…

FILMECAPS

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Banho de Língua (1985)

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Banho de LinguaBANHO DE LÍNGUA (Brasil/85. Dir. Mauri de Queiroz (Tony Vieira). Com Ayda Guimarães, Camila Baby, Priscila Domenico, Nadia Tell, Reinaldo dos Santos, Arnaldo Fernandes. 74 min. Vídeo Max).

Três garotas desempregadas fazem de tudo pra arranjar um bico. O elenco feminino dá pro gasto, mas transa mal – especialmente nas sequências lésbicas – e representa pior ainda. Numa cena, uma menina fuma pela vagina (mas não chega a tragar); em outra, um gay pede que lhe enfiem uma vela no traseiro (“pode botar que é cu de macho!”). A breguice grassa, como de praxe nos pornôs da Boca do Lixo, mas há quem goste – e para este público, esta fita se revela satisfatória.

FILMETRAILER

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Emoções Sexuais de um Jegue (1986)

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Emoções Sexuais de um JegueTodas as obras de Sady Baby são repletas de cenas de dominação. Geralmente o próprio cineasta aparece em cena obrigando alguém a manter relações sexuais com outra pessoa ou até mesmo com um animal. A coerção sempre acontece sob a mira de alguma arma.

Emoções Sexuais de um JegueA satisfação com a morte alheia também está presente nos papéis interpretados por Sady em suas obras. E as seqüências mais criativas de homicídios podem ser vistas no filme “Emoções Sexuais de um Jegue” (1986).

Nesse filme, Sady é o presidiário aidético Gavião. Após fugir da prisão, Gavião encontra uma loira perambulando por uma mata. Para tirar o atraso, o fascínora arrasta a mulher para um local onde há um providencial caixão. “Esse é o caixão do amor. Estou com fome de sexo. Vou comer seu cu aqui dentro”, diz Gavião para a beldade, uma das duas mulheres que são infectadas pelo bandido com o vírus HIV durante o filme.

Emoções Sexuais de um JegueA grande saga de Gavião em “Emoções Sexuais…” é encontrar seu pai, o caquético “velho Paçoca”, para matá-lo. Isso porque o idoso engravidou a mulher do filho enquanto ele esteve em cana. Gavião ameaça esmurrar a barriga da mulher para que ela perca o bebê. No final, ele resolve atear fogo no casebre onde a adúltera mora. A mulher não consegue escapar do ato bárbaro porque o marido a amarrou e cobriu sua cabeça com um saco.

Emoções Sexuais de um JegueO criminoso fica sabendo que o pai também traçou a própria filha, ao ver o proeminente barrigão dela. O diálogo entre Gavião e a irmã é um dos momentos mais engraçados do filme.

Emoções Sexuais de um Jegue“Quem é o pai da criança?”, pergunta o bandidão. “O pai”, responde a irmã. “Que pai?”, volta a questionar Gavião. “O nosso pai”, explica a irmã. “Velho fedido. Eu vou comer o cu daquele velho filho da puta”, resmunga o fugitivo, saindo no encalço do velho tarado.

Durante sua busca, Gavião obriga um médico a chupar uma ferida em seu braço, para infectá-lo com o vírus da Aids (a punição foi porque o médico prometeu uma cura para a doença e não cumpriu a promessa), e ainda mata um homossexual em uma boate, abrindo o tórax dele com uma motosserra.

Emoções Sexuais de um JegueMais para a frente o bandido é baleado por um homem de quem roubou um carro, mas o ferimento provocado pelo tiro não impede que ele continue atrás do “velho Paçoca”. O tão esperado encontro acontece no final do filme.

Emoções Sexuais de um Jegue“Emoções Sexuais…” tem duas cenas que comprovam a genialidade de Sady Baby. Em uma delas, o cineasta gaúcho aparece com uma motoserra cortando a barriga de um infeliz. Sady nunca viu “O Massacre da Serra Elétrica” nem “Evil Dead” ou qualquer outro filme de horror que influenciasse as cenas sangrentas de suas obras pornográficas.

Na outra, Sady mostra o que faria se pudesse colocar uma câmera dentro da vagina da atriz. Como isso seria impossível, o cineasta pediu para um ator enfiar o pênis num pedaço de bife e registrou como seria um gozo visto do interior da vagina.

Emoções Sexuais de um JegueAproveitando o sucesso de outro filme anterior dele, “Emoções Sexuais de um Cavalo”, Sady Baby repetiu o título nessa sua obra de vingança trocando apenas o eqüino. O jegue do título aparece em uma rápida cena e ainda decepciona os zoófilos de plantão, mas para garantir, há uma cena extra em que um homem e uma mulher emboquetam um cavalo até que este goze em suas bocas!

Ademais, os fãs de cinema extremo ou de ação vão se divertir com as peripécias do personagem interpretado pelo Marquês Sady.

Gio Mendes, autor desse belo texto, desenvolve
com Fausto Salvatori a biografia de Sady Baby.

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A Virgem e o Fotógrafo (1991)

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Fotógrafo convida três modelos, uma delas virgem (cerrrrrto…), para uma orgia. Muito sexo anal e lesbianismo, numa produção nacional acima da média para o longínquo ano de 1991 – quando Panteras e Brasileirinhas ainda nem sonhavam em nascer.

A fita alardeia o “rompimento explícito, ao som de Mozart, do hímen de uma virgem legítima”. Hehehe. Que fanfarrão, heim? À exceção de Mozart, cuja “Eine Kleine Nachtmusik” toca como música de fundo (aliás, a trilha sonora é um primor de quebra de direitos autorais), não há “virgens legitimas” e muito menos hímens para serem vistos na fita. Mas tudo bem, pelo menos o elenco é bem legal e relativamente bonito (especialmente para quem gosta de atrizes mais cheinhas e 100% naturais), e o sexo é bastante quente (detalhe para a mina que é enrabada na janela).

Giselle H.”, descrita como “carioca, 18 anos, ex-dançarina de um boate no Rio, milionária” é pseudônimo de ninguém menos que o ex-galã Carlo Mossy, que já estava décadas na frente da Sexxxy quando o assunto era vender vento engarrafado.


A VIRGEM E O FOTÓGRAFO (Brasil, 9l. Dir. Giselle H. (Carlo Mossy). Com Adrianne Adams, Bianka Leik, Daffene Dean, Rony Ram. 75 min. Actor’s Studio do Brasil/Hot Sexy).

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