Publicidade

Clube do Corno 
Garotos Brasil  
Gls Videos  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Garotos G 
Desenho Gratis  
Suruba Digital  
Novinha 18  

Arquivo

fevereiro
25
Escondeu a câmera e créu!

caiu na net camera escondida

fevereiro
13
Um rolê com câmera escondida pela Vila Mimosa

vila mimosa

janeiro
19
Câmera voyeur

voyeur camera cagando

maio
27
Foda em público – Câmera escondida

spy


julho
13
Mais um casal que perdeu a câmera no táxi!

casal pagananoli

julho
16
Casal do Sergipe faz pirueta com a câmera pra filmar a foda

Patricia do Sergipe

fevereiro
18
Viva as câmeras digitais perdidas!

Perdidacam

janeiro
20
A câmera secreta da Sala Especial!

Putas da Centaurus

CRISE? GANHE GRANA!

abril
14
Espiando a vizinha gostosa se trocando

espiando a vizinha gostosa se trocando

Essas câmeras novas são MUITO FODAS! Essas imagens nem foram feitas com uma câmera, e sim com uma teleobjetiva Sanoxy 12x pro iPhone. Compre uma você também e veja o que a vizinhança anda fazendo…

março
03
New York Underground Collection – Richard Kern

kern

Thirteen shorts directed by Richard Kern, master of the Cinema of Transgression, shot in Super 8, over a ten-year period (1984-1993). From The Right Side of My Brain to Fingered, from The Bitches to My Nightmare, from Submit to Me Now to The Evil Cameraman, galleries of disturbing excursions into sado-masochism.

Also included is The Manhattan Love Suicides (1985), a series of suicides committed out of love by an array of freak characters. It includes the story of a fan who pursues the great artist and as the young man writhes on the floor, inspires the idea for a new film (Stray Dogs); and a woman who disfigures her face to resemble her deformed lover (I Hate You Now).

Cast: Lydia Lunch, Clint Ruin, Henry Rollins, David Wojnarowicz, Bill Rice, Nick Zedd, Karen Finley, Lung Leg, Jap Anne, Ice Queen, Richard Kern, Little Linda, Jackie O, Marty Nations, Cassandra Stark, Audrey Rose, Marta Hoskins, Pete Shore, Jack Natz, Cruella De Villa, Tomoya, Linda Serby, Cristina.

Contains the following:

The Right Side Of My Brain. 1984, USA, 23 minutes, super 8, black and white. Cast: Lydia Lunch, Clint Ruin and Henry Rollins.

The Manhattan Love Suicides (4 episodes)
- Stray Dogs
- Woman at the Wheel
- Thrust in Me
- I Hate You Now
1985, USA, 36 minutes, super 8, black and white. Cast: David Wojnarowicz, Bill Rice, Nick Zedd

Submit to Me. 1985, USA, 10 minutes, super 8, colour.

You Killed Me First. 1985, USA, 11 minutes, super 8, colour. Cast: Karen Finley, David Wojnarowicz, Lung Leg

The Evil Cameraman. 1986, 1990, USA, 11 minutes, super 8, colour. Cast: Jap Anne, Ice Queen, Richard Kern, Little Linda, Jackie O

Fingered. 1986, USA, 23 minutes, super 8, black and white. Cast: Lydia Lunch, Lung Leg, Marty Nations

Submit to Me Now. 1987, USA, 17 minutes, super 8, colour. Cast: Nick Zedd, Cassandra Stark, Lydia Lunch, Audrey Rose, Richard Kern, Clint Ruin, Lung Leg, Marta Hoskins, Pete Shore, Jack Natz, Cruella De Villa

X is Y. 1990, USA, 4 minutes, super 8, colour. Cast: Tomoya, Jackie O, Linda Serby, Cassandra Stark, Cristina

Horoscope. 1991, USA, 5 minutes, super 8, black & white and colour. Cast: Holly Adams, Bob Drywall, Squeak Wilentz

The Bitches. 1992, USA, 9 minutes, super8, black and white. Cast: Linda Serbu, Annabelle Davies, Charles Wing

Death Valley “69. 1986, USA, 6 minutes, super 8, colour. Music Video Sonic Youth

The Sewing Circle. 1992, USA, 7 minutes, super 8, colour. Cast: Kembra Phfaler, Lisa Resurrection and Carrie

My Nightmare. 1993, USA, 5 minutes, super 8, colour. Cast: Susan McNamara, Richard Kern

dezembro
29
Gabriela Beatriz Westarb – o pacote completo!

Gabriela Beatriz Westarb

Atendendo a pedidos, repostamos todos os vídeos da Gabriela Beatriz Westarb, a linda GP de Balneário Camboriú que se apresenta na Camera Hot como “Alice”. Tamos até o vídeo onde ela enfia um consolo no cu até se cagar toda! Basta clicar na foto abaixo para baixar.

BAIXE TODOS OS VÍDEOS DELA AQUI

Gabriela Beatriz Westarb

dezembro
07
Prison très spéciale pour femmes

Prison Tres Speciales Pour Femmes

DOWNLOADMAIS EUROPEUS

There are lots of Eurotrash Girls in Prison films from the eighties (usually starring Linda Blair). Unfortunately this adult version with Olinka Hardiman gets all the elements wrong. A French class in Paris is in league with a gang of white sex slave traders. This is handy, since most of the students are horny tourists anyway (so why force them?). Olinka and two supposedly American girls are arrested (though they never learn exactly what for) and thrown into the tiny Maison Darret Prison. Here they are stimulated to become even more sexually charged than they already were.

The new arrivals are immediately herded into the shower, normally the highlight in these pictures, but more like an afterthought here. Although she has a lazy boyfriend waiting for her outside, Olinka really enjoys the thorough examination given to her by the prison doctor. Apart from him there are only two guards and a female warden who constantly spy on and have their way with the inmates. The sex scenes are quite short but there sure are a lot of them. However, I would not call any of them erotic. The girls are being prepared to be sold to visiting sheiks by a mob boss called… wait for it… Don Corleone. The Don turns out to be overworked French porn star Alban, who strangely enough never gets any action.

Finally Olinka’s boyfriend Peter gets off the bed (where she left him after their first scene) and starts looking around for her, although he keeps forgetting if her name is Susanne of Christine(!). Clearly the filmmakers were not very interested in this part of the film (which does not involve any sex) as no thought seems to have gone into camera placement or continuity at all. Don’t expect one of those violent break in and shoot outs that usually end these pictures either, that would have been way too much effort. We never even get to see the two lovers reunite, but at least Olinka and another inmate have fun entertaining a couple of Arabian princes at the Don’s mansion. Alban does get arrested in the final scene, but like everything else in the picture, this coda is neither well thought out nor given much explanation.

novembro
12
A Ilha dos Prazeres Proibidos (1979)

A Ilha dos Prazeres Proibidos

Trabalhando sob encomenda, com um orçamento reduzidíssimo, Carlos Reichenbach conseguiu realizar um filme autoral dentro do esquema de produção comercial da Boca do Lixo e ter seu maior sucesso de público, com quatro milhões de espectadores.

A trama gira em torno de Ana (Neide Ribeiro), uma assassina profissional disfarçada de jornalista, que é contratada por um grupo de extrema direita para ir até a “Ilha dos Prazeres Extremos”, local habitado por figuras estranhas e bandoleiros e onde as pessoas vivem em total liberdade sexual, para matar um rebelde, um escritor exilado e sua esposa e o guia que a irá acompanhar.

Esse é Sérgio (Roberto Miranda), um ex-jornalista que morou um bom tempo na ilha, mas agora vive no continente ao lado da namorada Lua (Teca). Ana elimina a desconfiada Lua e segue com Sérgio até a fronteira, onde os dois são revistados. Nunca é mencionado onde fica a tal ilha, mas pela música da trilha sonora imagina-se que seja em algum lugar do Caribe (na realidade as filmagens aconteceram em Peruíbe, Itanhaém e Iguape).

Chegando lá Ana descobre que a ilha é um lugar como qualquer outro e que sua mística é divulgada apenas para manter longe os intrusos. Mas ela tem que cumprir sua missão.

O rebelde Nilo (Fernando Benini) é um cara meio maluco que vive recitando palavras de ordem de teor anarquista e mora numa barraca na praia junto com suas companheiras Brigitte (Fátima Porto) e Monique (Zilda Mayo). Eles aguardam a visita de um comerciante chamado Luc Moullet (nome de um diretor da Nouvelle Vague que fez um filme intitulado “Brigitte et Brigitte” e outro “Les Contrebandières”, com uma atriz chamada Monique!). Já o escritor exilado William Solanas (Carlos Casan), autor de títulos como “Prazer, Necessidade e Tabu” e “A Função do Prazer” mora numa bela casa em frente à praia com sua insatisfeita esposa Lucia (Meire Vieira), que foi amante de Sérgio no passado.

Tudo isso não passou despercebido pela severa censura do regime militar, que exigiu cortes. Porém, mais importante que a política e o sexo livre o que sobressai aqui são as angústias, dúvidas, receios e contradições experimentadas pelos personagens. Sérgio e Lucia, por exemplo, se amam, mas não conseguem reatar a relação porque também amam William. É a sisuda Ana, porém, quem passará pelo conflito maior, pois ficará dividida entre o prazer sexual alcançado com Nilo e a necessidade de matá-lo. No final os dois estarão simbolicamente vestidos de forma quase idêntica, de blusa amarela e calça jeans, correndo pela praia antes dela o esfaquear e explodir seu corpo com dinamite.

Carlão misturou suas influências cinematográficas (Rogério Sganzerla, Samuel Fuller, Jean-Luc Godard, o cinema de sentimentos de Valério Zurlini) e literárias (Wilhelm Reich, Oswald de Andrade, Mikhail Bakhunin), com meia dúzia de cenas de sexo exigidas pelo produtor A. P. Galante para agradar seu público cativo, mas mesmo essas cenas fogem ao convencional dos filmes da Boca, pois foram dirigidas com extrema delicadeza, algumas ao som de música clássica.

“A Ilha dos Prazeres Proibidos” é um filme, como bem o definiu seu autor, amoral e libertário, terminando de forma bastante ousada com dois homens e uma mulher se abraçando e beijando enquanto a câmera gira ao redor deles.

Numa época tão difícil para o cinema brasileiro como a atual, com tantas produções caras e anódinas, faz muito bem podermos assistir um filme de produção barata, sem verba governamental, sem astros globais (os atores são todos da Boca, e excelentes), com uma equipe técnica reduzida (Carlão foi também fotógrafo e câmera), mas explodindo de criatividade como esse.

outubro
19
Super pacote – as melhores amadoras!

amadoras que luxo dando o cu e bebendo porra

Grave seu próprio vídeo amador com estas câmeras ocultas

outubro
10
Cotijuba, Ilha do Prazer – Devastação Anal 6

Cotijuba

DOWNLOADMAIS INFORMAÇÕES

“O mais péssimo de todos!”

Por Leonardo Fernandes e Rafael Guedes

Com essa máxima bem peculiar, estampada em filmes carregados de regionalismos, o diretor paraense Antonio Snake inaugura a era dos filmes pornô na Amazônia, explorando o que de mais célebre a região oferece. Natural de Soure, na Ilha do Marajó, extremo Norte brasileiro, o cineasta emprega em seus filmes aquilo que o mundo já se acostumou a apreciar na maior floresta do planeta – à exceção da fauna, que talvez o condenasse a patamares grotescos da pornografia.

Snake faz mais do que isso. Um cara esforçado que se arriscou a fazer pornografia em uma região isolada social e geograficamente. Baixo orçamento, mínimo aparato técnico e divulgação boca-a-boca não impediram o profissionalismo do diretor em um mercado ainda inexplorado. Fez de suas limitações instrumento na construção de uma identidade própria, no estilo gonzo, flertando com o inconfundível jeito Buttman de ser.

Em sua curta carreira, já produziu títulos de sucesso, como Cotijuba Extremamente Anal – O Retorno Vol. 6, e parte agora para seu novo filme, rodado em Belém do Pará. Na sua pequena produtora de vídeo na periferia de Belém, mal ligamos o gravador e Snake já falava de seus filmes, incidentes com a polícia, brega paraense e sobre a dificuldade de se fazer filmes pornô na Amazônia.

Snake – Por incrível que pareça, há toda uma dificuldade em se fazer filme pornô aqui em Belém. Tem mais: essas mulheres que se prostituem aqui pelo jornal não aceitam fazer filme pornográfico. As dos prostíbulos de Belém também não aceitam. Ai tu diz: “Porra, e quem são essas mulheres que fazem vídeo pornô?” São mulheres que não tem nada a ver com prostituição, que trabalham, e tem aquela fantasia de fazer um vídeo. Eu não sou garoto de andar me prostituindo, de andar nas ruas, pelos prostíbulos, me anunciando pelo jornal, mas eu gosto de fazer o vídeo pornô. Não deixa de ser uma profissão, não é verdade? Mulheres casadas e casais liberais, inclusive, já fizeram vídeos comigo.

Quando tu precisas fazer um filme, como é que tu fazes para recrutar o elenco?
A gente põe anúncio no jornal na página de emprego: “Precisa-se de mulheres, maiores de 21 anos, independente, com corpo escultural, bonita, para trabalhar com vídeo erótico…” Nós moramos em Belém do Pará, há toda uma dificuldade. O pessoal vive “dentro do mato”, tem a idéia que moramos dentro do mato, mesmo. Então aposto em 21 anos. A pessoa, quando me liga, já tá ciente do que se trata. Muitas já viram o filme, já aconteceu até de mãe, mãe mesmo, vir trazer a filha. “Olha, eu não quero, mas a minha filha é muito bonita, ela tem 19 anos, é loira, peitão, cheia de sarda, ela é linda a minha filha”. Você é mãe, você que tá dizendo! Então traga ela que a gente vai ver, né? Mas só que tem o outro lado, a pessoa pensa que é só pra vir transar e ganhar o dinheiro, não é por aí. Eu alerto: “Olha, o filme vai ser rodado aqui em Belém, depois é distribuído pra toda a cidade e pra fora”. E as pessoas: “Ah, não é só lá pra fora?!”, ficam com aquela vergonha de se expor perante a sociedade. Muitos me abordaram esses dias, em que eu tava trabalhando lá na câmara onde fica a galera da política, na Assembléia Legislativa. Uns e outros chegavam e diziam: “Ei, ‘rapá’! Não é tu que é o Snake?” Uns e outros me conheciam: “Eu já vi o teu filme, cara!“. Eu digo: “Porra, obrigado, eu fico muito lisonjeado com isso.” O cara é promotor e o caralho…

Tu nunca trabalhaste com prostituta?
A única prostituta com quem trabalhei, por incrível que pareça, por causa dela fui preso e passei 22 dias na cadeia, naquele primeiro filme que eu produzi (Cotijuba – Ilha do Prazer Devastação Anal Vol.1), que repercutiu bastante depois desse episódio.

Em que ano foi isso?
Rapaz, eu nem sei, foi em 1997 se eu não me engano.

E qual foi o argumento deles pra te prenderem?
A menina filmou comigo com documentação toda falsa. Porra, era maior de idade, grandona, mulherona. Até porque quem recrutou ela foi o meu primo, que era meu sócio. Ele foi na Locomotiva [boate de Belém] e conheceu ela. Nós viajamos pra Cotijuba e passamos o final de semana filmando. Produzimos todo o filme, depois ele foi pras locadoras, pagamos, ela assinou o contrato na boa, registrado em cartório e tudo o mais. Depois de um mundo é que a mãe dela veio por aqui e disse que queria mais dinheiro, porque a filha tinha feito um filme. Aí eu mostrei o contrato que ela assinou, e a mãe disse: “Não, esse contrato aí é falso, a carteira de identidade dela é essa aqui”. A menina tinha 17 anos. Aí tu já viu só… Ela começou a me chantagear, disse que queria dinheiro, senão ia procurar a polícia. A mulher sumiu e em menos de um mês apareceu com a polícia aqui. Danou-se! Me levaram preso, as fitas que ainda iam ser distribuídas. Fui roubado pela polícia, levaram cordão de ouro, agenda eletrônica, um vidro de perfume “zerado”, dez cd’s do Roberto Carlos, enfim. Quando fui preso, teve noticiário na televisão, foram tentar me entrevistar…

E como tu fizeste pra sair da prisão?
Meu advogado entrou na história e eu fui solto. Depois teve uma audiência com a juíza, eu expliquei: “Olha, a menina tem documento falso…” Cadê que mandaram prender? Só passaram a mão na cabeça e acabou-se, quem levou a pior fui eu.

Tu já trabalhavas com vídeo antes de começar a fazer filmes pornô?
Eu trabalhava em uma empresa de gás aqui em Belém – não vou falar o nome porque ela não tá me dando porra nenhuma [riso] – e nessa época batia fotos de namoradas minhas e depois mostrava pra um amigo, que era segurança da empresa e tinha uma câmera. Ele dizia “Pô, meu, tu fotografa muito bem, esses ângulos tão bacanas! Compra uma câmera pra ti que quem sabe um dia tu não vai fazer vídeo pornô, tu gosta disso e tal…” Foi quando recebi umas férias, ganhei uma grana e comprei uma filmadora. Ao invés de fotografar, eu passei a filmar as mulheres que saíam comigo, mas nunca vendi as imagens. Eu filmava e depois assistia dentro do meu quarto, “Égua! Bacana e tal…” Comecei a mostrar pra esse meu amigo, “Porra, moleque! Porque tu não faz vídeo pornô?” Porra, aqui em Belém é foda. Cheguei a conversar com uns amigos, que botavam mil e umas dificuldades, como o Marcelo, da banda Zênite, gosta muito de rock e hoje está em São Paulo. Ele foi um dos que disse: “Antônio, tu nunca vai conseguir fazer vídeo pornô”. E eu digo “Não, um dia tu vais ver que a minha fita ainda vem com selo da Cine Vídeo”, que é um selo pesado. Na primeira tentativa só gastei dinheiro, tentei produzir um vídeo, mas não deu certo.

Em que ano foi isso?
Em 1997. Depois veio o Cotijuba, tive uma boa vendagem, fui preso, gastei uma grana com advogado. Quando saí, vendi o dobro, porque era mais quem queria ver o filme de Cotijuba. Mas hoje já não divulgo mais, porque tem aquela menor de idade e o filme já se tornou velho. Ainda tem muita gente que me pede. Sobre o vídeo pornô, comecei mesmo, valendo, quando vi uma matéria no SBT a respeito das produções pornográficas e tudo que gera um troco. Daí falei pra um primo meu (Adilson, produtor dos filmes) que gosta também, é um cara aventureiro, segue em frente.

Teu primeiro vídeo não deu certo por quê?
Nós chegamos a gravar, mas trabalhando com prostituta sempre tive dor de cabeça. A menina tem que ter paciência, os atores também. Eu atuava e não deu certo, porque eu brochei muitas vezes, em diversas cenas eu brochei pra caralho! É raro um ator não brochar, né? Depois que o vídeo tá produzido, o cara diz: “Porra, esse cara tem um pique do caralho!” Mas tem muito corte por trás daquilo, o cara brocha, pára, toma um banho, relaxa e volta pra cena. Eu também era diretor do filme e dizia pros cinegrafistas como eu queria, tinha que me concentrar em dobro. Ainda levei um amigo, morto de “manicão” [tarado], queria ver como era, fotografar, mas ele só foi é empatar, batia foto e, geralmente, quando se está filmando, só se bate foto no corte. Ele, não. Foi uma dor de cabeça do caralho. Dava uma hora de filmagem, as prostitutas já queriam ir embora. Essas prostitutas, quando você contrata elas, faz uma série de perguntas – idade, com quem mora, se tem pai, se tem mãe, enfim. Se a pessoa for maior de idade eu não pego ela e digo: “Tá aqui o contrato, vamos filmar”. Faço toda uma entrevista, mas elas só pensam no dinheiro, no momento, “Ah, não. Eu moro só. O dia em que chegar nas locadoras, respondo pelos meus atos”. Mas quando o filme chega, mesmo, e todo mundo começa a ver e aborda a fulana: “Ah, eu vi teu filme, eu vi tu chupando pica e gozando (sic) na tua cara!”, quando ela não suporta toda aquela encarnação da galera, vem pra cima da gente: “Porra, tu botaste na locadora tal!”… Mas caralho! Eu não te falei que eu ia vender em toda a Belém?! Tá aqui o contrato, você não assinou? Aí começa a chantagear, é uma dor de cabeça. Não trabalho com garotas de programa. Se, na hora de gravação, eu acho que tá errada tal cena, ela não tem paciência, fode 15 minutos e já diz que tá cansada, com câimbra, com dor, e uma série de coisas que eu não gosto.

É por isso que nos teus filmes, na maioria das vezes, as mulheres aparecem com o rosto distorcidos ou coberto pelos cabelos?
Eu já trabalhei com mulheres que têm aquela fantasia, tem mulher que já me ligou e disse: “Antonio, já vi o teu filme, entrei no teu site, queria fazer um vídeo mas não quero que todo mundo veja. Dá pra por um mosaico no meu rosto?”. Aconteceu de uma mulher nos procurar e não querer receber o dinheiro, apenas assinou o contrato e fez o filme, porque é uma fantasia dela. Ela disse: “Olha, o cachê eu não quero, eu só quero filmar porque eu gosto, é uma fantasia minha“, com a condição de que colocaríamos um mosaico no rosto dela. Tanto é que o meu filme Ninfetas Paraenses Preferem Anal 4 foi feito em Bragança [no interior do Pará] por exigência dela. Fomos pra praia de Ajuruteua, pois ela queria gravar lá como se ela fosse uma mulher bragantina.

Mas isso não atrapalha a vendagem dos teus vídeos?
Atrapalhar, atrapalha. A gente não consegue agradar a todos. Tem uns que gostam e outros não. Eu quero produzir um vídeo novo com o título As Mulheres Mais Depravadas De Belém Do Pará, onde eu quero mostrar o rosto das mulheres.

Como é aceitação do público com relação ao teu produto?
Aqui em Belém o público aceita na boa, os donos de locadora aceitam, compram o meu trabalho e gostam, porque é um vídeo que tem rentabilidade. O pessoal fica curioso de ver uma produção paraense, de repente ele se depara com a vizinha dele no vídeo, ou a ex-esposa, como já aconteceu. Os donos de locadora me procuram pra saber sobre coisa nova… [passa uma mulher em frente ao escritório] Olhaí passando uma gostosa, eu fico doidinho! É a coisa que eu gosto pra caralho, é o meu único vício! Eu digo que é o meu único vício, mesmo, sou obcecado por mulher. Cigarro, droga, bebedeira, pode taí que eu não dou a mínima, mas entrou mulher aí danou-se, eu fico doido!

Quantas cópias tu vendes, em média, por filme?
Aqui em Belém por volta de umas 400 fitas.

Só no boca a boca…
É, no boca a boca.

Como tu fazes a divulgação dos teus filmes?
Eu não tenho uma divulgação porque se trata de vídeo pornô, aí tem aquela dificuldade… Já dei algumas entrevistas, mas aqui é difícil. Em São Paulo o público tem a cabeça mais aberta, os diretores de televisão já têm a cabeça aberta, mas aqui em Belém, não.

Como tu fazes a distribuição das cópias?
Nós vendemos paras as locadoras de Belém, temos um vendedor, eu também faço papel de vendedor, tenho que divulgar o meu trabalho. Belém não tem uma distribuidora de vídeo. Tem de bebida, cigarro, essas porras que não prestam, mas de pornô não tem. Não tem duplicadora aqui em Belém, não tem nada.

Como tu fazes pra vender fora de Belém?
Pela internet.

E pra fora do Brasil?
Já cheguei a vender. Não cheguei a vender em massa, assim. Vendi umas 150 fitas pra Holanda. Eu vendi os direitos autorais de uma fita pra Dinamarca, tanto que eles duplicaram em DVD, mas aí é pra eles, não tem nada a ver mais comigo, o vídeo passou a ser deles.

Snake, fala sobre os filmes que tu fizestes.
O primeiro foi Cotijuba Ilha do Prazer – Devastação Anal 1. Depois Marajó Ilha do Prazer Devastação Anal 2, Mosqueiro Devastação Anal 3, Ninfetas Paraenses Preferem Anal 4. O nº5 eu vendi os direitos autorais, era um confidencial meu de duas horas gravado pelas ruas de Belém, Confidencial Por Antonio Snake. Voltei à ilha de Cotijuba e gravei Cotijuba Extremamente Anal – O Retorno Vol. 6, com cenas gravadas dentro do presídio de Cotijuba. O outro (vídeo) também, que é Making Off Volume 7, que reúne as melhores cenas de bastidores, erros de gravação, cenas inéditas gravadas nas ruas de Belém, na (avenida) Almirante Barroso. Participei recentemente de outra produção, também paraense, que é do meu sócio, meu primo, que é Halloween Do Sexo e de outros que eu já gravei com uma produtora holandesa, mas não posso divulgar o nome.

Tem algum pra gravar agora?
As Mulheres Mais Depravadas De Belém Do Pará.

Tu te inspiras em alguém pra fazer os teus filmes?
O meu espelho é o Buttman. Se eu hoje gravo vídeo pornô, gosto de vídeo pornô, meu grande espelho disso tudo é o Buttman. Gosto muito dos filmes dele, do jeito que ele filma, tanto é que o filme dele, de uns cinco, seis anos pra cá, faz um estilo de vídeo gonzo.

Quanto tempo tu levas pra produzir um filme?
Com bons atores, em uma semana eu faço a produção de um vídeo, um vídeo gonzo, sem roteiro.

Qual o equipamento que tu usas, geralmente?
Só uma câmera Super V e tô partindo agora pro digital. Com uma câmera faço toda a produção de um vídeo e vendo mais do que esses curta metragens em que o pessoal gasta um dinheirão.

Quanto custa, em média, um filme?
Depende. Mas, por alto, R$ 7000, por aí. Os atores recebem em torno de 350 a 500 por filme, para uma atriz. Os homens saem mais baratos, por ainda não ter um nome no mercado. O ator pornô pode ganhar bem desde que dê continuidade, não pode fazer um ou dois filmes e largar tudo.

A produção técnica dos teus filmes – gravação em vídeo, som ambiente, paisagens naturais como locação – é uma necessidade ou um estilo?
É porque eu gosto, gosto de paisagens e tudo o mais. Se você loca um filme pornô, hoje, todos são rodados em cima de uma cama. Como a nossa Amazônia bonita, sempre que puder quero gravar em praias, dentro de mata, igarapé. É um cenário rentável, lá pra fora o pessoal gosta muito.

Por que “Snake”?
Gosto muito de rock e gosto da banda WhiteSnake. Eu gosto tanto da banda WhiteSnake que eu vou botar meu sobrenome Snake, né?

Teus filmes sempre trazem o rock na trilha sonora, como o Cotijuba…
É rock, sempre é rock. Eu não vou divulgar a música aqui da terra, que é o maldito do brega. Se eu tivesse dinheiro, dinheiro mesmo, eu ia morar pra Austrália, Holanda, só pra não ter que escutar brega. E como o Marcelo, da Zênite apostava no meu trabalho, quis botar a banda porque e uma forma de divulgar também.

Qual a repercussão entre teus conhecidos e familiares sobre a tua decisão de fazer filme pornô?
Minha família aceitou na boa. Eu sou muito católico, por incrível que pareça. Sempre que posso vou à Igreja de Perpétuo Socorro. Inclusive lá sou reconhecido por quem freqüenta, “Porra, não é você que é o Snake? Já vi teu filme e tudo o mais…”

Esses filmes que tu citastes, agora, produzido com os holandeses, foram feitos com atrizes e atores daqui?
Dois atores daqui, uma atriz paraense e o resto tudo de lá. Vieram produzir aqui porque viram meu trabalho, gostaram e apostaram. Você sabe que o nome Amazônia, aqui ninguém dá a mínima, mas lá pra fora, se você for cobrar pela foto de um urubu, na Dinamarca, na Holanda, na Inglaterra, você vende a foto daquele pássaro. Tanto é que, quando esses holandeses vieram aqui em Belém, gastaram mais de três rolos de filme fotografando urubu, o Ver-o-Peso, com toda aquela fedentina que tem.

Falando um pouco das tuas atribuições, tu és diretor, ator, produtor, editor, roteirista, cameramen e ainda faz o projeto gráfico das capas das fitas. Faltou algum cargo?
Ainda sou vendedor. Quando as fitas chegam de São Paulo, da duplicadora, aí eu faço as vendas, visito as locadoras. Pra mim é um prazer conhecer os donos de locadora, apesar de eu já conhecer todos, mas às vezes tem um novato no ramo. E eu sempre gosto de ter o contato direto com o dono da locadora, saber da aceitação do meu vídeo na locadora dele.

Comenta essa declaração: “Snake, o mais péssimo de todos”.
Pela minha audácia em produzir vídeo pornô aqui em Belém. Porra, um vídeo pornô aqui em Belém, uma cidade em que só se escuta brega, a mentalidade do público é extremamente baixa! Quando se fala de sexo, todo mundo gosta de sexo, todo mundo gosta de transar! E quando se fala de sexo entra aquele puritanismo, o cara fica retraído. Pra mim é normal, é o meu trabalho, ver uma mulher nua na minha frente é normal, ver gente transando na minha frente é normal, não tenho mais aquela curiosidade. Eu fui o mais audacioso e tô sendo o mais audacioso por estar produzindo vídeo pornô. Já fui preso, já fui extorquido por policiais e uma série de dificuldades, mas eu continuo porque gosto, quem sabe um dia minha estrela não vá brilhar e Belém não vá dizer “É, realmente, o cara merece!”

setembro
10
Ninfas Diabólicas (1978)

NINFAS DIABOLICAS

DOWNLOADMAIS ALDINE MULLER

Filmado em parte na cidade de São Paulo e em (maior) parte numa praia de Caraguatatuba, NINFAS DIABÓLICAS conta a história do executivo Rodrigo (Sergio Hingst) que, numa manhã comum, despede-se da esposa, pega o carro, liga a rádio Eldorado para ouvir as notícias do dia (solução interessante para a dificuldade de sonorização do carro, e que acabou datando e ao mesmo tempo reforçando o caráter de documento histórico do filme), deixa as crianças na escola e pega a estrada em direção a São José dos Campos, onde deve atender a um cliente.

Logo no começo da viagem, ele vê duas lindas colegiais (Aldine Muller, como Ursula; Patrícia Scalvi, como Circe) pedindo carona. Aparentemente, por sentir-se culpado ao ter negado carona a uma moça oriental quando ainda estava na cidade, ele acaba decidindo levar as duas jovens, que logo se revelam bastante sedutoras – especialmente Ursula, que se senta no banco da frente.

Elas, então, convencem Rodrigo a ir até uma praia para viver uma pequena aventura. Ele, já totalmente seduzido por Ursula, aceita o convite.

Mas, já no caminho, o espectador percebe que Circe, sentada no banco de trás e aparentemente pouco interessada no processo de sedução que ocorre no banco da frente, tem poderes de controlar a realidade, provocando acidentes na estrada.

Chegando finalmente à praia, Rodrigo e Ursula saem juntos, enquanto Circe fica sozinha. O casal transa à beira mar, mas, quando decide ir embora, percebe que Circe desapareceu. Além disso, o carro não está funcionando, o que os obriga a ficar. Enquanto Rodrigo vai atrás de Circe, percebemos que as duas moças têm uma ligação telepática e uma espécie de “roteiro” para seguir – roteiro este que não parece ser novidade para nenhuma delas.

Rodrigo encontra Circe e ela o seduz numa cachoeira, mas diz que só poderá consumar o ato sexual se, antes, eles amarrarem Úrsula, impedindo-a de ter uma reação violenta. Rodrigo aceita o estranho pedido, e os dois voltam à casa abandonada à beira mar, onde encontram Ursula nua e apavorada. Ela foge dos dois, mas acaba sendo morta pela amiga com uma pedrada na cabeça. Rodrigo fica chocado, mas cede aos encantos de Circe, indo depois embora com ela no carro que volta a funcionar.

Na estrada, Ursula reaparece no banco de trás, nua e ensanguentada, e começa a provocar Circe. Rodrigo não a vê e parece não entender o que está acontecendo, mas as duas brigam e o carro acaba caindo numa ribanceira (numa cena muito bem filmada com três cameras).

Em seguida, vemos as duas recompostas subindo o barranco. De volta à estrada, trocam os figurinos e os papéis: agora, Circe está na posição da moça sedutora. Um carro dirigido por um jovem oriental (interpretado pelo irmão de John Doo) oferece carona às duas. Elas aceitam e começam um diálogo muito semelhante ao que haviam tido com Rodrigo.


julho
28
Long Jeanne Silver (1977)

Long Jeanne Silver

DOWNLOADMAIS SEXO BIZARRO

Her name is Long Jeanne Silver, and she’s handicapped and horny! Due to a quirk of mother nature, she was born with a bigger dick than John Holmes, and baby, you’d better believe she knows how to use it!

‘Long’ Jeanne Silver had appeared on stage and in men’s magazines before making the leap to porn, where in 1976 (her earliest appearance, so far as I can find) she appeared on the receiving end of Jamie Gillis’ muddy wrath in the enema bandit classic, Water Power, directed by the infamous Gerard Damiano.

Her claim to fame? Well, besides having a nice set of perky boobies and a reasonably attractive face, Jeanne was ‘gifted’ by a childhood incident that left her with a stump where her left leg used to be. This stump, really nothing more than flesh covered bone, could be put to all manner of interesting uses by the adventurous types that Jeanne ran into, and that’s more or less the premise behind this psuedo-documentary that follows Ms. Silver around and captures the sexual exploits that she finds herself involved in.

The film is comprised of five scenes. The first one is a three way with Joey Silvera and Amber Hunt. Jeanne shows Amber what her stump is good for, while Joey looks on and does his own thing. The second scene finds Jeanne picking up a guy who doesn’t usually ‘like girls’ and taking him back to her house so that they can fool around before her mother gets home. If you think you know where this one is going, you’re probably right. He takes her stump in his rump and she diddles her own bad self while she grinds him down. Nasty stuff, and pretty damn weird when you think about it. Actually, this whole movie is pretty damn weird when you think about it. But back to the subject at hand… scene three finds Ms. Silver in another three way, this time with Paul Thomas and a blonde lady who willingly receives Jeanne’s leggy thing into her fun box. The final scene is with Jeanne and Kristine Heller who actually gives Jeanne’s stump oral in another truly odd moment of semi-lesbian but sort of phallic lust.

There isn’t a whole helluva lot in the story department here to describe and the film seems to exist pretty much as a XXX freak show rather than a coherent adult film. With that being said, it certainly gets points in the originality department and it leaves very little of Jeanne’s so called ‘private life’ to the imagination.

There have been cut versions released of the film, the Canadian release being trimmed of almost four minutes supposedly, but Alpha Blue’s DVD does appear to be completely uncut judging by the fact that the seen likely to cause the most issues with the censors – and the scene that was supposedly cut from other versions – the stump into man’s rump scene, appears to be completely intact with no noticeable or jarring edits of any kind.

Directed by Alex de Renzy, the man behind a lot of the late 60s/early 70s ‘Denmark’ films and vintage smut like Pretty Peaches not to mention the notorious Animal Lover, the movie kicks along at a brisk pace. It isn’t elegantly shot, there aren’t a lot of interesting camera movements or unique set ups or angles. There are no lighting tricks or colored gels used to enhance the mood – it’s all very basic. But the subject matter, or more specifically the female lead in the form of Jeanne Silver herself, is such an unusual subject for a hardcore porn film that it really and truly doesn’t matter much in the long run. You’re not watching this for the story or watching it for the cinematography, you’re watching it to watch a good looking woman do strange things to other women (and a rather unfortunate man – it looked like it hurt even the lube on there… ouch!) with her stump leg.

The film isn’t a complete fuck fest though. In amongst the bumping and grinding are some interesting little interview segments with Silver who talks about her life and her career. She even gets all choked up at one point in the film while she’s discussing her work with a couple of friends. It’s also interesting to see some photos from the spread she did for Cheri in the film as well.

julho
18
Between the Cheeks 2

Between the Cheeks 2

The sequel to the classic Between the Cheeks is, as expected, a much less memorable outing. Surprisingly, the plot is much, much better than the original (in terms of weirdness and laughs -don’t expect drama in a Dark Bros flick). Unfortunately the camera work is worse and the sex tamer. Bionca does a very nice DP with Byron and TT Boy but there are barely 10 seconds of full body shots (compare that with the brilliant Ginger DPs in the original as well as New Wave Hookers). Tianna and Heather Lere have a very animated girl-girl in the beginning of the film; Lere looks at her best here. Also of note is Debi Diamond (still having a bit of meat over her bones and hence looking less gross than usual) being gb’ed by a bunch of hilarious “aliens”; there is a very brief anal shot, but it’s with Blake Palmer’s cruel dick. Ouch.

BtC2 is not a bad effort, but it does not come anywhere near the original. The lesser stature of the stars is an obvious explantation, but the general tameness (by Dark Bros standards) and lesser technical merit are much to blame as well. Still, it’s by no means a bad film.


julho
09
DAMAS DO PRAZER (1978)

DAMAS DO PRAZER

BAIXE O FILME COMPLETO AQUI

Numa cena de Damas do Prazer, uma velha chata acorda uma menina que dorme a tarde inteira. A coroa, achando que ela não contribui o suficiente com as economias da casa, começa a importuná-la com assunto de dinheiro. “Então o problema é dinheiro?”, a menina resmunga. “E existe algum outro tipo de problema?”, a velha rebate. A menina puxa umas notas que guardava debaixo do colchão e entrega para a velha, que muda o tom: “Ah, sim, durma bem, quem trabalha à noite precisa descansar durante o dia!”. Diálogo perfeito. Todos os diálogos de Damas do Prazer são nesse nível.

O filme acompanha um grupo de prostitutas que trabalham no mesmo ponto, uma calçada na Boca do Lixo. Elas compõem um painel heterogêneo: a japa, a loira com ar de interessante (que fica ouvindo rádio de pilha enquanto aguarda os clientes), a veterana, a novata, a experiente etc. Cada uma possui sua história particular (será que Ody Fraga – autor do roteiro – se inspirou em A Rua da Vergonha, obra derradeira de Kenji Mizoguchi, que ele pode ter visto num daqueles muitos cinemas que existiam na Liberdade e exibiam exclusivamente filmes japoneses?). A loira está em guerra com o cafetão. A veterana tem um filho adolescente que vive em estado semi-vegetativo. A japa vai receber a visita dos pais e precisa trocar toda a cenografia de seu apartamento e fingir que leva outra vida. A novata se envolve com um cliente que está sendo traído pela mulher. A experiente se apaixona por Corsário, um jornalista desiludido que enche a cara no boteco que elas freqüentam e solta frases filosóficas de vez em quando. Na pausa para a janta, a pedida é sempre um PF indigesto. Os almofadinhas do cinema brasileiro contemporâneo ficariam com o estômago embrulhado. Eles não conseguiriam filmar esse universo sem estilizá-lo de alguma maneira. Não haveria nenhuma franqueza no olhar, nenhuma naturalidade na representação. Tudo viria mediado, fosse pelas boas intenções das ciências sociais, pelas boas referências de homens cultos e ilustrados ou pelo bom gosto da nova tradição de qualidade do cinema brasileiro. Mas na verdade eles não têm muito interesse em filmar o baixo meretrício.

Damas do Prazer é um filme distante da realidade atual do cinema brasileiro por uma série de motivos. O primeiro deles é o fato de ser um filme cru e direto, que só trata de questões concretas. Não há metáfora nem eufemismo. E não há fantasmas nesse filme. Ou melhor, todos os seus fantasmas, todas as suas assombrações são na verdade presenças, são questões relativas a pessoas vivas ou a dificuldades reais. Um filho deficiente físico e mental. Uma esposa infiel. Um cafetão explorador e mau caráter. Um aluguel para pagar no fim do mês. Cada um deve lidar com seu problema da maneira que pode.

O homem traído pela esposa faz psicanálise selvagem com uma das putas. Ele tem seu grande momento quando a mulher chega em casa e o pega na cama com a garota. A esposa discute com o marido, mas ele logo a manda calar a boca e se juntar a eles na cama. Ela aceita. Poderia haver contraponto maior ao papo furado que toma conta dos filmes de casal contemporâneos?

Numa outra excelente cena, a puta veterana pega o metrô na Estação da Luz. Uma música triste, quase fúnebre, acompanha seu trajeto. Para onde ela vai? Só descobriremos no decorrer da cena. O roteiro do filme se escreve ali, na verdade sensível de uma trajetória. O metrô é filmado em horário normal de funcionamento, a câmera entra no vagão e se aperta entre os passageiros como se fosse, também ela, um corpo posto em cena. Alguns olham para a câmera, outros não estão nem aí. Hoje os produtores telefonariam para a prefeitura e pediriam para usar o metrô fora do horário de funcionamento, ou então escolheriam um horário bem pouco movimentado, para evitar as pessoas. As pessoas atrapalham o filme. O cinema brasileiro está formal demais, burocrático demais. Um cinema que precisa pedir permissão para filmar – e que se programa todo antes de ligar a câmera. Ou seja, um cinema que não flagra a nudez do real.

Vendo filmes dos anos 1970, percebemos uma coisa que era muito forte neles e que agora praticamente inexiste: a sujeira da calçada, a atmosfera das ruas, a respiração coletiva das grandes cidades. Aquela poeira do tempo que circula no ambiente urbano não interessa mais aos cineastas?

DAMAS DO PRAZER

Voltemos a Damas do Prazer. O destino da mulher que pega o metrô é a casa em que seu filho deficiente se encontra. Os planos que o apresentam são estranhos, “incorretos”, despudorados, no limite da crueldade. Carinho com o personagem é uma ova. Essa história de carinho e afeto, que virou a moeda de troca mais corrente no cinema e na crítica, encobre na maioria das vezes uma covardia diante das principais questões morais. Em vez de definir um ponto de vista sobre o personagem, o filme embarca com ele num universo de sensações. O plano-afeto é a dramaturgia das almas frouxas. A verdadeira moral do cineasta é sua crueldade, pois somente ela pode despertar no espectador uma consciência incontornável sobre as coisas, isto é, uma necessidade de estabelecer um ponto de vista, de afrontar. O olhar cruel é o oposto do olhar inocente; é o olhar que reconhece as forças obscuras que atravessam o mundo. Esse olhar consiste tão-somente em encarar as coisas de frente e admitir que toda ação tem uma conseqüência. Lang, Renoir, Mizoguchi, Eastwood, Pialat, Bresson: os grandes cineastas morais sempre nos mostraram que a existência tem um peso.

É o que faz Antônio Meliande na cena da eutanásia: as ações de pegar a seringa, preparar a injeção, injetar a substância letal e aguardar pela morte são mostradas em sua duração agonizante, em seu peso bruto. Os planos destacam das ações e das expressões o essencial, seguem uma decupagem dramática, constroem o tempo da cena. Saber decupar é saber entender o momento dos personagens.

Nessa cena de Damas do Prazer, uma mãe põe fim à vida de seu filho. Por amor e por desespero. “A eutanásia é a morte por amor”, Corsário lhe havia dito. Meliande decupa tudo, passo a passo. Escolha cruel, escolha moral.

Luiz Carlos Oliveira Jr.

junho
18
Big Brother’s Tashie Jackson’s Sex Tape!

Big Brother’s Tashie Jackson in Sex Tape!

DOWNLOADMAIS BIG BROTHER

Just when we thought we Brits were lagging behind the Yanks, a hardcore porn sex tape of Pappzd Magazine favourite Tashie Jackson has just been leaked!

This is the real deal. It makes Kim Kardashian and Paris Hilton’s tapes look distinctly PG. Skepta would be proud of this. In fact he might want to invite Tashie to star in All Over The House Part 2. Yes, this is the full works!

The video appears to show Tashie Jackson and former boyfriend Romane Hole, who starred in Channel 4 show Coach Trip, having XXX rated sex in a well-lit bedroom. This video is hardcore pornography, nothing is edited out or hidden. The Big Brother theme song plays in the background but we think this has been added by whoever uploaded the video

It appears to be a private sex tape made by the former couple as they were clearly aware they were being recorded and occasionally looked at the camera, even moving it around to get clearer shots.

Categorias

Trade

  • 1.
    2.
    3.
    4.
    5.
    6.
    7.
    8.
    9.
    10.
    11.
    12.
    13.
    14.
    15.
    16.
    17.
    18.
    19.
    20.
    21.
    22.
    23.
    24.
    25.
    26.
    27.
    28.
    29.
    30.
    31.
    32.
    33.
    34.
    35.
    36.
    37.
    38.
    39.
    40.

    trocar visita


Contato | Putaria | Revistas | Videos Porno | Sexo |