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dezembro
01
Flagras da Boca do Lixo

Flagras da Boca do Lixo

Uma atriz desfila só de calcinha pela rua, duas carroças levam rolos de filme, os diretores de cinema Rogério Sganzerla (1946-2004) e Carlos Reichenbach (1945-2012) batem papo.

Flagradas durante a década de 1970 na região da Boca do Lixo (centro de São Paulo), essas imagens inéditas vêm a público hoje (28) com a mais recente edição da “Revista da Biblioteca Mário de Andrade”, que pode ser baixada nos links abaixo:

TERAFILEUPLOADED

Os cliques foram feitos pelo cineasta Ozualdo Candeias (1922-2007), precursor do chamado cinema marginal e ­figura carimbada naquela região –que entre os anos 60 e 80 foi um dos polos de produção cinematográfica mais importantes do Brasil. ­­Pequenos estúdios e distribuidoras de filmes haviam se instalado ali desde os anos 1920, beneficiados pela proximidade com a estação da Luz.

“À noite era local de prostituição, a marginália tomava conta”, diz o cineasta e fotógrafo Jorge Bodanzky, que participa do ensaio com fotos da região nos dias de hoje. “O Candeias foi o grande repórter daquele período, o que mais registrou a Boca tanto em fotos quanto em filmes.”

As imagens de Candeias estão guardadas no acervo do produtor Eugenio Puppo desde a morte do diretor de “A Margem” (1967). “Recebi o telefonema de uma das filhas dele, que falou que tinha um monte de caixa cheia de negativos. Eu disse: ‘pelo amor de Deus, não jogue fora, aquilo é a história da Boca do Lixo'”, afirma Puppo, que estima manter cerca de 16 mil negativos do cineasta.

O dramaturgo Silvio de Abreu, o ator Anselmo Duarte e o cineasta José Mojica Marins são alguns dos rostos que aparecem nos cliques descontraídos no interior do bar Soberano. “As coisas rolavam muito nos bares. Atores encontravam diretores que encontravam técnicos. Tudo se resolvia lá mesmo.”

Em outras imagens, da metade dos anos 1970, os atores David Cardoso e Claudete Joubert aparecem numa espécie de pequeno palanque montado na rua, organizando uma premiação anual. A atriz aparece recebendo medalha de musa da Boca do Lixo.

Puppo estima que na virada dos anos 1960 para 1970 metade dos filmes nacionais tenha sido feita na região, especialmente as pornochanchadas, que deram fama à área. “Os cinemas de rua eram muito populares”, diz ele.

Nos anos 1980, a produção decaiu, consequência do surgimento do videocassete e do aumento da inflação. O bar Soberano, que reunia o povo do cinema, virou loja de informática. “Ficou tudo mais triste”, diz Bodanzky. “Já era melancólico por causa dos cortiços, mas o cinema deixava tudo mais alegre.”

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